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Sorriso: Segue intenso o trabalho para dispersar aglomerações

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O caso é sério e ninguém está de brincadeira. Há mais de um ano, o mundo todo luta contra o Sars-CoV-2, o novo coronavírus, que provoca a Covid-19. Sabe a máxima “A melhor defesa é o ataque”? Pois é, neste caso, esqueça: a melhor defesa é a defesa.

A forma mais eficiente de combater a Covid-19 é não se contaminar com o vírus, não testar os limites do organismo e, para tanto, o remédio mais indicado se chama “prevenção”: usar máscara, limpar as mãos constantemente, usar álcool 70% quando não for possível lavar com água e sabão, e, principalmente, manter distanciamento social.

Forças de segurança e de fiscalização vêm apertando o cerco para garantir o cumprimento de regras mínimas que garantam o distanciamento e o uso de máscaras em áreas públicas do Município. Em Sorriso, do início de março até o início de abril, o trabalho conjunto promovido pela Polícia Militar (PM), Polícia Judiciária Civil (PJC), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Procon, Núcleo de Fiscalização Integrada (NIF), Guarda Municipal de Trânsito (GM), Vigilância Sanitária e Corpo de Bombeiros, resultou em quase 7,5 mil pessoas orientadas, 44 notificadas e  41 detidas. Ao todo, 109 estabelecimentos foram notificados, 317 aglomerações foram dispersas e 49 barreiras realizadas.

Para o secretário municipal de Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil (Semsep), José Carlos Moura, o trabalho conjunto promovido pelos órgãos que integram a Prefeitura e as instituições sob a tutela do Estado mostra a necessidade de se frearem novas contaminações. “É um trabalho louvável, pois está alinhado no princípio da preservação da vida, na necessidade de se manter longe, de usar a máscara para evitar uma contaminação, que pode até ser inofensiva para aquela pessoa, mas pode vir a ser fatal para uma alguém que ela venha a contaminar, por exemplo”, destaca, pedindo, mais uma vez à população uma dose extra de empatia.

Ordem é não perturbar e nem aglomerar

 

Junto à força-tarefa para dispersar, há ainda o trabalho promovido pela GM, junto com o NIF e a PM, no atendimento a denúncias de perturbação do sossego público. Somente neste fim de semana (23 a 26 de abril) foram atendidas 76 ocorrências, sendo o sábado à noite o recordista de registros, com 41 ocorrências.  E justamente no finzinho da noite de sábado que a GM deparou-se com uma situação inusitada. De acordo com o coordenador da GM, Márcio Pires, determinada residência foi denunciada por abrigar uma festa clandestina e pelo som nas alturas “não deixar ninguém em paz”.

Já reincidente na prática, que também confira crime ambiental, por ser poluição sonora, o proprietário da residência alegou que aguardava um mandado para acompanhar os representantes da GM e da PM até a Delegacia da PJC. Diante da situação, foram acionadas mais viaturas e prontamente foram detidas as cerca de 15 pessoas que estavam na residência.

“Estamos atentos e vamos seguir coibindo de maneira firme esta prática, que causa transtorno às pessoas próximas à fonte do som e ainda pode representar uma ameaça por conta das aglomerações, terminantemente proibidas neste período”, comenta o GM.

Texto: Nádia Mastella