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Seduc repassa mais de R$ 50 milhões para a alimentação escolar

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Um dos pilares da educação de qualidade, a alimentação escolar, recebeu cerca de R$ 50 milhões, divididos em 10 parcelas, em repasses da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e do Governo Federal, em 2019. Os recursos são destinados para a aquisição exclusiva de gêneros alimentícios para o preparo da alimentação escolar.

Com isso, os gestores conseguiram planejar a compra e o pagamento dos produtos. É o caso da diretora Edileuza Silva Gregório, da Escola Estadual Plena Nilo Póvoas, em Cuiabá, que otimizou os trabalhos relacionados à merenda.

Com o dinheiro na conta, a gestora encerrou o ano letivo sem dívidas. A unidade escolar serve três refeições por dia para 128 alunos do ensino médio.

“Repasse em dia significa que podemos planejar a compra. Assim que recebemos a mercadoria, fazemos o pagamento ao fornecedor e, na sequência, já inserimos as informações no sistema para a prestação de contas. Melhor impossível”, assinalou.

O mesmo entendimento teve a diretora Leyde Laura de Sousa, da EE Fernando Leite de Campos, em Várzea Grande, que atende 1.240 alunos, do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do 1º ao 3º ano do ensino médio.

A gestora explicou que o ano letivo de 2019 foi tranquilo quando se trata de alimentação escolar. Com o repasse na data certa, a gestora conseguiu oferecer o cardápio proposto, sem sobressaltos.

“É uma forma de valorização do trabalho da equipe gestora e também dos alunos. E, como está tudo pago, fizemos a licitação e planejamos os cardápios para o próximo ano letivo. Não poderia ser melhor”, frisou.

Melhora

Para o diretor Diego Bazan Souza, da EE do Campo Nova União, em Nova Canaã do Norte (a 699 quilômetros ao norte da Capital), houve uma melhora na questão da regularidade dos repasses da merenda escolar em 2019, o que permitiu a escola se planejar melhor, não ficar devendo no mercado.

“Conseguimos comprar à vista, coisa que nunca havia acontecido”, comemorou.

O diretor enfatizou que a merenda é essencial para todas as escolas, principalmente para as unidades do campo, pois os alunos diurnos utilizam transporte escolar, saindo cedo de suas residências e, por isso, necessitam de um apoio forte da escola na alimentação.

“Daí a preocupação em servirmos cardápios mais reforçados e compostos, principalmente, por macarrão, arroz, carnes, legumes, feijão e algum tipo de salada”, ressaltou o diretor.

Quanto aos alunos do período noturno, a escola tem um olhar diferenciado, pois eles trabalham nas fazendas, sítios da região e comércio do distrito onde a escola está localizada.

“Muitos deles não têm tempo de fazer nem mesmo um lanche, pois saem direto do trabalho rumo à escola, além disso, a merenda é muito importante para o aprendizado, pois proporciona aos educandos motivação aos estudos, melhora no interesse pelas atividades desenvolvidas e é a razão da confraternização entre os alunos”, assegurou.

Em 2020

Conforme Hesloan Maia, coordenador de Alimentação Escolar da Seduc, as escolas receberam o quantitativo de compras de produtos para o próximo ano letivo.

“Em 2019, a Coordenadoria de Alimentação Escolar, em tempo recorde, já finalizou os cardápios e a quantidade a ser adquirida para o ano letivo de 2020. Além disso, está previsto um curso de capacitação por videoconferência, o que elimina as barreiras de deslocamento em todo o estado”, explicou.

Cardápio balanceado

Além dos cardápios regulares, a Seduc disponibiliza também os cardápios especiais, para alunos com restrições alimentares. A escola informa a CAE sobre o que o aluno tem de ressalva. A partir daí, as nutricionistas elaboram um cardápio específico.

“Um cardápio balanceado vai influenciar no rendimento escolar e na saúde dos alunos. As nutricionistas tendem a priorizar a agricultura familiar, buscando todos os nutrientes necessários”, enfatizou a nutricionista da Seduc, Adda Rubia Leite Rondon.

Os cardápios da alimentação escolar são elaborados pela equipe de nutricionistas da Seduc, utilizando gêneros alimentícios básicos. O cardápio respeita as referências nutricionais, os hábitos alimentares, a cultura alimentar da localidade e a sustentabilidade, sazonalidade e diversificação agrícola da região e na alimentação saudável e adequada.

Atualmente, a rede estadual de Mato Grosso serve 413 mil refeições diárias, incluindo as escolas indígenas que dispõem de cardápios próprios. Nas escolas plenas, cujo ensino é integral, são servidas três refeições, assim como nas escolas especiais. As creches, por sua vez, servem cinco refeições.