A segurança pública de Sorriso enfrentou uma noite de extrema tensão com um confronto armado envolvendo dois membros da Polícia Civil. O delegado Bruno França foi alvo de uma sequência de disparos enquanto transitava em seu veículo, um VW T-Cross, no bairro Parque das Araras. O autor do ataque, segundo registros oficiais da Polícia Militar, é um investigador da própria instituição, o que transforma o episódio em um caso crítico de conflito interno na corporação.
A dinâmica da ocorrência revela um cenário de violência atípico para a região. Policiais do 12º Batalhão (equipe RAIO) realizavam o encerramento do turno quando foram surpreendidos pelo som de fuzilaria vindo da Rua Pica-Pau. No local, os militares encontraram o investigador em estado de nervosismo, portando armas de alto poder de fogo. Foram apreendidas uma pistola Glock 9mm e uma espingarda calibre 12, além de diversos estojos de munição espalhados pela via pública.
O veículo do delegado tornou-se o foco central da perícia realizada pela Politec. O carro apresenta cerca de 15 perfurações de bala, concentradas estrategicamente no para-brisa e na porta do motorista, evidenciando a gravidade da investida. Mesmo ferido nas mãos, Bruno França demonstrou capacidade de reação ao conduzir o automóvel por conta própria até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), sendo transferido posteriormente para um hospital particular sob protocolos de segurança.
A investigação agora busca desvendar o que motivou o desentendimento entre os dois policiais dentro de uma residência antes do início dos disparos. Até o momento, a Polícia Civil mantém silêncio oficial sobre o caso, enquanto a Corregedoria deve assumir os procedimentos para apurar a conduta dos envolvidos e a origem do armamento utilizado. O delegado permanece sob observação médica e não corre risco de morte, mas o episódio abre um debate profundo sobre a disciplina e o controle de equipamentos táticos dentro das forças de segurança mato-grossenses.

