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Operação no Rio Peixoto com destruição de balsas gera impasse e cobrança por esclarecimentos em Peixoto de Azevedo

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Reprodução AbroncaMT

Cooperativa afirma que equipamentos aguardavam licenciamento ambiental; parlamentar cobra investigação sobre possível descumprimento da proibição de queima de maquinários.

Uma operação realizada às margens do Rio Peixoto, em Peixoto de Azevedo, terminou com a destruição de balsas utilizadas na atividade garimpeira e provocou forte repercussão entre trabalhadores, cooperados e lideranças da região. O caso voltou ao centro do debate após imagens da ação circularem nas redes sociais, gerando questionamentos sobre os procedimentos adotados durante a fiscalização e o impacto ambiental causado pela queima dos equipamentos.

Segundo a cooperativa que representa os balseiros, as embarcações atingidas estavam paradas e aguardavam a emissão da Licença de Operação (LO), após investimentos em adequações e processos de regularização junto aos órgãos competentes. A entidade sustenta que as balsas não realizavam extração mineral no momento da operação e afirma que dezenas de famílias dependem diretamente da atividade para garantir sua renda.

Após a divulgação do caso, representantes da cooperativa, acompanhados por assessoria jurídica, estiveram no local e buscaram esclarecimentos sobre a ação. O episódio também motivou manifestações de autoridades políticas. Um parlamentar informou que solicitou explicações ao Governo do Estado e afirmou que acompanhará o caso para verificar se houve cumprimento da determinação anunciada recentemente pelo governador Otaviano Pivetta, que proibiu a queima de maquinários durante operações de fiscalização.

Em pronunciamento, o deputado defendeu que crimes ambientais devem ser combatidos com rigor, mas ressaltou que as ações de fiscalização precisam ocorrer dentro da legalidade e da responsabilidade ambiental. Segundo ele, a destruição por fogo pode provocar contaminação do solo, da água e do ar, além de gerar prejuízos econômicos e sociais para trabalhadores que buscam a regularização de suas atividades.

Até o momento, não foi divulgada uma manifestação oficial detalhando as circunstâncias da operação nem esclarecendo qual órgão foi responsável pela destruição das balsas. A cooperativa informou que continuará buscando a regularização da atividade garimpeira e avalia a adoção de medidas jurídicas, enquanto aguarda respostas das autoridades sobre os procedimentos empregados durante a fiscalização.