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Morador de Sinop morre em combate na Ucrânia após ataque de drone durante missão militar

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Família confirma morte de Fernando Pereira Lisboa, de 40 anos, e alerta para golpes envolvendo falsas campanhas de arrecadação nas redes sociais

O morador de Sinop Fernando Pereira Lisboa, de 40 anos, morreu durante um ataque de drone enquanto participava de uma missão militar na região de Zaporizhzhya, no sudeste da Ucrânia. A informação foi confirmada pela família após comunicação oficial das autoridades militares responsáveis pela operação. O caso ocorreu na noite de sexta-feira.

Segundo relato da irmã da vítima, Fernando integrava uma equipe composta por três soldados quando o grupo foi surpreendido por um ataque aéreo com drones. O corpo foi localizado e identificado no sábado, mesmo dia em que a família recebeu a confirmação do falecimento. Um dos militares que acompanhava Fernando ficou ferido, enquanto o estado de saúde do terceiro integrante da equipe não foi informado.

Fernando estava na Ucrânia desde março deste ano. Natural de Sinop, onde residia no bairro Maria Carolina ao lado da mãe, ele decidiu se voluntariar após anos manifestando interesse pela carreira militar e por conflitos internacionais. Conforme familiares, o planejamento da viagem começou ainda no fim do ano passado, motivado pelo desejo de atuar em defesa do país europeu. Toda a viagem e permanência no exterior, segundo a família, foram custeadas pelo governo ucraniano.

Antes de deixar o Brasil, Fernando trabalhou em indústrias e também na construção civil. Amigos e familiares o descrevem como uma pessoa comunicativa, de fácil convivência e muito querida por quem o conhecia. “Ele sempre foi apaixonado pela vida militar e acreditava que poderia contribuir lutando por uma nação que precisasse dele”, relatou a irmã.

Após a confirmação da morte, familiares passaram a enfrentar outro problema: a circulação de falsas campanhas de arrecadação nas redes sociais para custear o translado do corpo. A família esclareceu que não autorizou qualquer pedido de doações e informou que os procedimentos funerários serão realizados na própria Ucrânia. Em razão das dificuldades logísticas impostas pelo conflito, o corpo não será repatriado, havendo a previsão de que as cinzas sejam encaminhadas ao Brasil pelas autoridades ucranianas após o fim da guerra.

Iniciada em fevereiro de 2022, a guerra entre Rússia e Ucrânia segue provocando milhares de mortes e impactos humanitários. Mesmo após mais de quatro anos de confrontos, ataques e operações militares continuam sendo registrados em diversas regiões do território ucraniano, incluindo áreas estratégicas como Zaporizhzhya, onde Fernando perdeu a vida.