Suspeito de 29 anos foi preso em flagrante escondido em matagal; imóvel foi completamente destruído pelas chamas.
A vulnerabilidade de vítimas de violência doméstica, mesmo sob amparo legal, voltou a ser evidenciada na noite desta quinta-feira, em Juína. Um homem de 29 anos foi preso pela Polícia Militar após agredir a mãe e o padrasto, além de atear fogo na residência da família. O caso ganha contornos mais graves pelo fato de a vítima já possuir uma medida protetiva contra o filho, que vinha sendo sistematicamente descumprida.
Segundo o relatório policial, o suspeito que seria usuário de entorpecentes chegou ao local em estado de visível alteração. O que começou com danos ao patrimônio da família escalou rapidamente para violência física quando o padrasto, de 35 anos, e a mãe, de 52, tentaram intervir. Além das agressões, o homem destruiu o aparelho celular da mãe, uma tática comum para impedir pedidos de socorro às autoridades.
O Corpo de Bombeiros foi mobilizado para conter o incêndio que consumia a estrutura, mas, apesar dos esforços, o imóvel foi totalmente destruído. Durante as buscas, a guarnição da PM localizou o suspeito escondido em um matagal próximo à casa. Com ele, foi apreendido um isqueiro, objeto que reforça o indício de crime doloso contra o patrimônio e a vida.
A vítima relatou aos policiais que o medo era constante, uma vez que a ordem judicial de distanciamento não impedia as investidas do filho. O agressor foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde responderá por lesão corporal, ameaça, dano qualificado e crime de incêndio, além de ter o agravante do descumprimento da medida protetiva. O caso reacende o debate sobre a eficácia da fiscalização de medidas de urgência no interior do estado.
