STJ rejeita pedido de habeas corpus e decide que não há elementos para revogar a prisão preventiva neste momento.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão preventiva do empresário Gabriel Júnior Tacca, investigado por supostamente encomendar a morte de Ivan Michel Bonotto, de 35 anos, em Sorriso. A decisão foi assinada pelo ministro Luis Felipe Salomão, que negou o pedido liminar apresentado pela defesa e entendeu que, neste momento, não há indícios de ilegalidade na manutenção da custódia.
A defesa sustentou que a prisão preventiva não possui fundamentação suficiente e argumentou que medidas cautelares, como monitoramento por tornozeleira eletrônica, seriam adequadas para substituir a prisão. No entanto, o ministro concluiu que não há urgência nem ilegalidade manifesta que justifique a concessão da liberdade antes do julgamento definitivo do recurso.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime teria sido motivado pela descoberta de um relacionamento entre a esposa do empresário, a médica Sabrina Iara de Mello, e a vítima, que era amiga de Gabriel. A acusação aponta que, após tomar conhecimento da relação extraconjugal, o empresário teria planejado o homicídio com o auxílio de Danilo Carlos Guimarães, apontado como autor das facadas. Ivan Bonotto foi atacado em março de 2025, em uma distribuidora de bebidas de Sorriso, chegou a ser socorrido, mas morreu semanas depois em decorrência das lesões. O mérito do habeas corpus ainda será analisado pelo STJ.

