O assassinato de João Ferreira da Silva, ocorrido na manhã desta quarta-feira (10), em Sinop, levanta questionamentos sobre segurança e controle do sistema penal. O homem foi executado a tiros em frente a um hotel, poucas horas após ter deixado a Penitenciária Osvaldo Ferreira Leite, conhecida como Ferrugem, beneficiado por progressão ao regime semiaberto.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O crime aconteceu por volta das 6h50, na rua Colonizador Ênio Pipino, no bairro Santa Mônica. Imagens de câmeras de segurança mostram a movimentação de pelo menos dois suspeitos. Um deles entra no estabelecimento momentos antes, enquanto o outro aguarda do lado de fora. Assim que João sai do hotel, é rendido e baleado. Os suspeitos fogem logo após os disparos, sem que haja qualquer reação da vítima.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas apenas constataram a morte no local. A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que recolheu cápsulas de munição e outros vestígios que devem auxiliar na identificação dos autores. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para necropsia.
João Ferreira estava preso desde 2005 e cumpria pena de mais de 50 anos por crimes cometidos contra crianças, incluindo o assassinato de um menino de nove anos e ocultação de cadáver. A decisão judicial que autorizou a mudança de regime havia sido concedida no dia anterior à execução, o que passa a ser um dos principais pontos analisados pela Polícia Civil.
A investigação agora busca esclarecer se o homicídio tem relação direta com o histórico criminal da vítima ou se foi motivado por outros fatores. Até o momento, ninguém foi preso. O caso segue sob apuração e é tratado como execução, dada a forma como o crime foi cometido.
