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Estrutura oferecida pelo governo não é suficiente para conter incêndios no Pantanal, diz representante do Inpe

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A estrutura oferecida pelo poder público não é suficiente para conter o incêndio que atinge o Pantanal desde julho e que tem destruído o bioma. A avaliação foi feita pelo representante do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Alberto Setzer durante uma audiência pública virtual promovida pela comissão temporária externa do Senado que acompanha as ações de enfrentamento aos incêndios no Pantanal.

“De um lado, temos essas frentes avançando de maneira descontrolada, cobrindo dezenas de quilômetros quadrados. De outro lado, temos apenas algumas centenas de brigadistas. Mesmo combinando as Forças Armadas com os brigadistas e voluntários, temos cerca de mil pessoas. Esse número obviamente está subdimensionado. Precisaríamos de 10 vezes mais. Muito possivelmente, 100 vezes mais pessoas lutando para conseguir enfrentar uma situação descontrolada como essa, que já perdura por meses”, afirmou.

Segundo especialistas que participaram da audiência, o poder público precisa enviar mais homens e equipamentos para o combate às queimadas no Pantanal. De acordo com o Inpe, são quase 18 mil focos de chamas em 2020, o que representa um aumento de 200% em relação ao ano passado.

O combate às queimadas é realizado por 500 brigadistas, com o apoio de 500 militares do Exército, da Marinha e da Força Aérea. De acordo com o subchefe de Operações do Estado-Maior das Forças Armadas, general José Eduardo Leal de Oliveira, mais de 14 aeronaves foram empregadas no enfrentamento ao fogo desde julho.

“São basicamente helicópteros e um avião Hércules com um sistema que permite o lançamento de água, principalmente em pontos de mais difícil acesso. O êxito dessas ações permitiu reduções superiores a 80% no que se refere a focos de queimada e incêndio. Mas vivemos uma seca histórica na região do Pantanal, o que em muito dificulta o completo controle da situação”, afirma.

A presidente da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), Mauren Lazzaretti, destaca a dificuldade para a aquisição de insumos usados no combate às chamas. Ela explica que o fato de o Pantanal ser o bioma mais preservado no Brasil dificulta o acesso a áreas remotas, o que exige uma “situação de guerra” para o enfrentamento ao fogo.

“As chamas no pantanal têm alcançado mais de 25 metros de altura, o que inclusive impossibilita os homens de fazerem esse combate. Isso mostra que uma outra estratégia precisa ser adotada: o combate aéreo e a utilização de outros produtos que busquem retardar (os incêndios) ou melhorar a eficiência do combate aéreo. Além do intenso calor e da seca, temos dificuldade de adquirir os insumos para fazer esse combate”, afirmou.

A estrutura oferecida pelo poder público não é suficiente para conter o incêndio que atinge o Pantanal desde julho e que tem destruído o bioma. A avaliação foi feita pelo representante do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Alberto Setzer durante uma audiência pública virtual promovida pela comissão temporária externa do Senado que acompanha as ações de enfrentamento aos incêndios no Pantanal.

“De um lado, temos essas frentes avançando de maneira descontrolada, cobrindo dezenas de quilômetros quadrados. De outro lado, temos apenas algumas centenas de brigadistas. Mesmo combinando as Forças Armadas com os brigadistas e voluntários, temos cerca de mil pessoas. Esse número obviamente está subdimensionado. Precisaríamos de 10 vezes mais. Muito possivelmente, 100 vezes mais pessoas lutando para conseguir enfrentar uma situação descontrolada como essa, que já perdura por meses”, afirmou.

Segundo especialistas que participaram da audiência, o poder público precisa enviar mais homens e equipamentos para o combate às queimadas no Pantanal. De acordo com o Inpe, são quase 18 mil focos de chamas em 2020, o que representa um aumento de 200% em relação ao ano passado.

O combate às queimadas é realizado por 500 brigadistas, com o apoio de 500 militares do Exército, da Marinha e da Força Aérea. De acordo com o subchefe de Operações do Estado-Maior das Forças Armadas, general José Eduardo Leal de Oliveira, mais de 14 aeronaves foram empregadas no enfrentamento ao fogo desde julho.

“São basicamente helicópteros e um avião Hércules com um sistema que permite o lançamento de água, principalmente em pontos de mais difícil acesso. O êxito dessas ações permitiu reduções superiores a 80% no que se refere a focos de queimada e incêndio. Mas vivemos uma seca histórica na região do Pantanal, o que em muito dificulta o completo controle da situação”, afirma.

A presidente da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), Mauren Lazzaretti, destaca a dificuldade para a aquisição de insumos usados no combate às chamas. Ela explica que o fato de o Pantanal ser o bioma mais preservado no Brasil dificulta o acesso a áreas remotas, o que exige uma “situação de guerra” para o enfrentamento ao fogo.

“As chamas no pantanal têm alcançado mais de 25 metros de altura, o que inclusive impossibilita os homens de fazerem esse combate. Isso mostra que uma outra estratégia precisa ser adotada: o combate aéreo e a utilização de outros produtos que busquem retardar (os incêndios) ou melhorar a eficiência do combate aéreo. Além do intenso calor e da seca, temos dificuldade de adquirir os insumos para fazer esse combate”, afirmou.

Fonte: G1MT