Definição da chapa governista tira Podemos da composição majoritária e movimenta articulações para a disputa ao Palácio Paiaguás.
A definição de Fábio Garcia (União Brasil) como candidato a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) muda o tabuleiro político da sucessão estadual em Mato Grosso. O anúncio, feito nesta segunda-feira (3), encerra a disputa interna pela vaga e consolida a estratégia do grupo governista para as eleições.
Nos bastidores, o nome do ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo chegou a ser apontado como favorito para ocupar a vice. A articulação, no entanto, foi concluída com a escolha de Fábio Garcia, considerado um dos principais aliados de Pivetta e do ex-governador Mauro Mendes. Como parte da composição, Gallo passa a integrar a chapa de Mauro Mendes como segundo suplente na disputa ao Senado.
A decisão também provoca reflexos na base aliada. O Podemos, comandado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, ficou fora da chapa majoritária e agora avalia qual caminho seguirá na eleição. Entre as possibilidades estão permanecer ao lado de Pivetta, apoiar a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado ou lançar um nome próprio para a disputa.
A oficialização da chapa ocorrerá durante a convenção do Republicanos, marcada para esta terça-feira (4), no Ginásio Dom Aquino, em Cuiabá. Ao comentar a escolha, Pivetta afirmou que Fábio Garcia teve o respaldo de 122 prefeitos e reúne experiência para contribuir com a continuidade da atual gestão. Já o deputado federal destacou que assume o desafio com o compromisso de manter o ritmo de desenvolvimento de Mato Grosso e fortalecer o projeto político liderado pelo governador.

