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Campanha mostra como contribuir com o trabalho de acolhimento de pessoas em situação de rua

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“Não dê esmola, dê cidadania”. É com esse slogan que a Prefeitura de Sorriso, por meio da Secretaria de Assistência Social (Semas), busca incentivar os sorrisenses a contribuir com o trabalho que é desenvolvido pela instituição junto a pessoas em situação de rua.

O objetivo da campanha de sensibilização, que integra o programa Luz da Vida, é oferecer uma ajuda real para as pessoas que passam por situação de rua. “Sabemos que quando alguém dá esmola, faz com as melhores intenções, no entanto, quando a pessoa em situação de rua é encaminhada para uma instituição de acolhimento, temos a oportunidade de oferecer o apoio necessário para que haja melhoria nas condições de vida desta pessoa, seja promovendo o retorno à família, seja ofertando um curso profissionalizante, enfim, temos a chance de resgatar a autonomia deste cidadão”, destaca a titular da Semas, Jucélia Ferro.

Dados do Centro de Referência de Assistência Social (Creas), órgão vinculado à Semas, mostram que, somente em julho, foram promovidas 41 abordagens que resultaram no atendimento de 132 pessoas. Ao todo, o órgão realizou 756 serviços no mês passado, que incluem a acolhida por profissionais, encaminhamento para instituições de apoio, organização de prontuário, contato com Creas de outros municípios, confecção de documentos, viabilização de passagens para as famílias de origem, entre mais uma série de protocolos.

O perfil traçado pelo Creas das pessoas em situação de rua mostra que, em sua maioria, elas enfrentam problemas com álcool e drogas e ruptura de vínculos familiares, além de muitos também serem portadores de algum tipo de deficiência. O trabalho do órgão mostra também casos de sucesso. “Acompanhamos muitas situações de pessoas que vagavam pelo município, com problemas psicológicos e hoje recuperaram sua dignidade, retornaram para suas famílias, e, com os cuidados necessários, levam uma vida normal”, ilustra o coordenador do Creas, Laércio Bianchin.

De acordo com o material orientativo que vem sendo distribuído pela Prefeitura, em vez de dar dinheiro ou qualquer tipo de ajuda material, a recomendação é encaminhar a pessoa em situação de rua para este tipo de atendimento especializado.

Além do trabalho de abordagem, acolhimento e triagem feito pelo órgão, várias instituições também oferecem amparo para pessoas que estão de passagem pelo município, como a Casa do Oleiro, o Centro de Acolhimento Porto Seguro, a Casa Vó Rita (Casa Leão de Judá), e a Casa de Apoio Santa Maria, entre outras.  Então, se houver a intenção de ajudar financeiramente pessoas que estão em situação de rua, o ideal é destinar as doações para estas instituições filantrópicas.

Jucélia lembra ainda que todo este trabalho depende da concordância da pessoa que está em situação de rua em receber o atendimento. “Nossas equipes são compostas por profissionais capacitados especialmente para fazer trabalho, conversar, ouvir cada situação e dar o encaminhamento necessário, no entanto, muitas vezes, há a recusa em receber o atendimento”, contextualiza, explicando que é preciso respeitar este direito constitucional de ir e vir, e também permanecer na rua, desde que esta pessoa não pratique qualquer ato criminoso.

“No entanto, a partir do momento que conseguirmos mudar a cultura de dar esmola para uma cultura de ouvir esta pessoa em situação de rua e encaminhar para o Creas ou outra instituição, certamente estaremos contribuindo para a melhora significativa das condições de vida desta pessoa e também desestimulando a vinda de pessoas com o intuito de ‘pedir dinheiro’ no município”, reforça.

Para ajudar:

O Creas funciona na Rua Otávio Souza Cruz, n.º 275, Centro.  É possível entrar em contato com a equipe do órgão pelos telefones 3544 9683, 3545 1577 ou pelo Disque 100.

DA ASSESSORIA/Nádia Mastella

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