Um homem identificado pelas iniciais T. S. R. teve a liberdade provisória concedida após audiência de custódia realizada neste fim de semana, em Sinop, no norte de Mato Grosso. Ele havia sido preso no sábado (31) sob suspeita de tentativa de estupro, agressões físicas e ameaças contra uma jovem.
A decisão judicial impôs ao investigado uma série de medidas cautelares, entre elas o comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades, a proibição de se ausentar da comarca sem autorização judicial, além de restrições de circulação, como a vedação de frequentar bares e casas noturnas e o recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga. Também foi deferida medida protetiva em favor da vítima.
De acordo com informações da Polícia Militar, a vítima manteve um relacionamento com o suspeito por cerca de um ano, no estado de São Paulo. Durante esse período, segundo o relato policial, ela teria passado a sofrer agressões constantes e ameaças de morte, inclusive contra familiares.
Temendo pela própria vida, a jovem decidiu deixar São Paulo e se mudar para Sinop, na tentativa de recomeçar longe do agressor. No entanto, poucos dias após chegar ao município, o suspeito conseguiu localizá-la, dando início a novos episódios de violência.
Conforme relato do sargento Dickson Casarin, o homem invadiu a residência onde a vítima estava hospedada, a jogou sobre a cama, tentou forçá-la a manter relação sexual e a enforcou. A agressão só foi interrompida após a vítima conseguir gritar por socorro, chamando a atenção de amigas que estavam no local. O suspeito fugiu antes da chegada da polícia.
Após o ocorrido, a Polícia Militar iniciou rondas na região, enquanto a vítima mantinha contato constante com os policiais por meio do WhatsApp. Ainda segundo a PM, o investigado continuou enviando mensagens à vítima, afirmando que não desistiria de encontrá-la. Em uma dessas conversas, ele teria marcado um encontro em um motel da cidade.
Com apoio da vítima, os policiais foram até o local indicado e realizaram a abordagem e prisão do suspeito. Durante a ação, conforme relato policial, T. S. R. negou as agressões e passou a ameaçar os militares, afirmando que eles sofreriam consequências por sua prisão.
O caso segue agora sob investigação da Polícia Civil. As autoridades reforçam que a concessão de liberdade provisória não representa absolvição, e que o descumprimento de qualquer uma das medidas impostas pela Justiça pode resultar em nova prisão do investigado.
