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Reunião debate a campanha “Sinal Vermelho” em Sorriso

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Uma cor marcante, um sinal simples em local estratégico na palma da mão traçado com caneta ou até mesmo batom, e que unidos podem salvar vidas. Essa é a estratégia da campanha “Sinal Vermelho”, lançada no mês de junho no país para combater a violência doméstica. A iniciativa tem como foco ajudar mulheres em situação de violência a pedir ajuda nas farmácias. Em Sorriso, conforme explica a secretária de Assistência Social, Jucélia Ferro, foi realizada uma reunião na última quarta-feira (22) para discutir os aspectos da campanha. Cerca de 50 pessoas, entre empresários; farmacêuticos; representantes da Associação Comercial e Empresarial de Sorriso (Aces); policiais militares e civis; profissionais da rede de assistência e do Judiciário estiveram presentes.

“Como em todo o país, aqui também o objetivo da campanha é oferecer um canal silencioso, permitindo que essas mulheres vítimas de violência se sintam à vontade para procurar ajuda”, explica Jucélia. “São dois gestos aparentemente simples: a vítima precisa fazer o X na palma da mão e o atendente da farmácia a ligação para o 190 para relatar a situação. Parece simples, mas para a mulher que vive em situação de violência uma atitude dessas é difícil; geralmente ela está no limite quando busca ajuda”, pontua Jucélia.

No município, além do apoio das redes de farmácias e drogarias, a secretária salienta o reforço que vem do Poder Judiciário. “O Judiciário tem sido bem atuante em todos os casos de denúncias de violência doméstica. Aqui o juiz Anderson Candiotto é parceiro da campanha e tem trabalhado para diminuir os dados da violência; prova disso é a instalação da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres no ano passado”, frisa. “Inclusive na reunião com o setor farmacêutico o juiz Candiotto explicou detalhadamente como funciona a Rede e esteve presente para sanar as dúvidas dos profissionais que atendem as vítimas e também dos próprios farmacêuticos”, esclarece.

A secretária lembra que a campanha foi lançada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) justamente ao acompanhar o aumento dos índices de violência doméstica no Brasil durante o isolamento social gerado pelo novo coronavírus Sars-CoV-2, que causa a Covid-19.

Em março e abril, o índice de feminicídio cresceu 22,2%, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A campanha é uma resposta prática a esses dados. Em todo o território nacional, dez mil farmácias e drogarias cadastraram-se para colaborar com o projeto. “É uma forma silenciosa de pedir ajuda”, diz. Jucélia acrescenta que muitas mulheres em situação de violência não têm outras opções para o S.O.S. “Muitas delas têm o telefone quebrado ou escondido pelos companheiros”, explica.

Os números em Sorriso

Jucélia pontua que hoje 140 mulheres vítimas de violência contam com acompanhamento direto dos profissionais da rede de assistência, formada por uma equipe multidisciplinar que inclui psicólogos, assistentes sociais, médicos, enfermeiros e terapeutas. A secretária salienta que o trabalho da equipe busca fortalecer os laços e prestar o apoio tão necessário às mulheres vítimas de violência, quer seja para ter coragem de denunciar, quer seja para ter condições de vivenciar o momento pós-denúncia que é também muito doloroso.

Segundo Jucélia, com a instalação da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres no município em 2019, o número de mulheres vítimas de violência doméstica dobrou em relação à 2018. “Hoje atendemos 160 mulheres; e temos 42 solicitações para atendimento. Esses números são o dobro do que registramos em anos anteriores”, diz. “Acredito que isso se deve tanto à implantação da Rede de Enfrentamento em 2019 quanto à instalação do Núcleo da Mulher na Delegacia da Polícia Judiciária Civil em maio de 2018; ao trabalho desenvolvido pela Assistência Social e a ampla divulgação de toda essa rede de apoio”, destaca.

De acordo com Jucélia ao perceber a efetiva participação dos órgãos governamentais, o apoio da esfera pública e da sociedade civil organizada, muitas mulheres se sentiram mais seguras para procurar ajuda. “São situações como o carro da patrulha da “Maria da Penha” que fortalece e demonstra que as forças de segurança estão presentes e darão apoio”, diz. “E nós estamos preparados para acolher e auxiliar essas vítimas a se redescobrir e reconstruir suas vidas”, finaliza.

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