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Por meio de projeto do Judiciário, é possível ajudar crianças e adolescentes que estejam em instituições de acolhimento

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Sabe aquela vontade de contribuir com o desenvolvimento de uma criança ou adolescente? Sabe aquele desejo de partilhar momentos de alegria, comunhão e afeto com uma criança que vive em um ambiente de acolhimento institucionalizado? Então, além da adoção, existem outras formas de ajudar uma criança e um adolescente, seja afetivamente, economicamente ou com a prestação de algum serviço.

Uma destas maneiras é o projeto “Padrinhos”, implantado em 2008 pela a Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Mato Grosso, por meio da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja). A iniciativa tem por objetivo promover a participação da sociedade civil, por meio de pessoas com perfil altruísta, que não tenham interesse definido para o momento em adoção ou guarda, no processo de apoio a crianças acolhidas em instituições.

Por meio do “Padrinhos”, pessoas maiores de 18 anos, empresas, instituições, escolas, clubes de serviços, entidades  de classe e associações, podem apadrinhar as crianças e adolescentes maiores de 7 anos e menores de 18 anos, que estejam em instituições públicas de acolhimento. Em Sorriso, é possível apadrinhar as crianças e adolescentes dentro deste critério que estão na Unidade de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes “Nosso Lar”, sob responsabilidade da Prefeitura Municipal de Sorriso, por meio da Secretaria de Assistência Social (Semas).

Atualmente, 11, das 13 crianças e adolescentes acolhidos na “Nosso Lar”, estão aptos para serem apadrinhados. “Sem dúvida, o apadrinhamento é uma forma de contribuir muito com o trabalho realizado na instituição, que fornece todo o aparato necessário para o bem-estar das crianças e adolescentes acolhidos, no entanto, este carinho, esta atenção e o cuidado ‘a mais’ por meio dos padrinhos, permite que as crianças possam desfrutar de momentos de mais alegria e também ter contato com outras famílias, conhecendo novas realidades e também se deparando com outros conceitos de convivência familiar”, destaca a titular da Semas, Jucélia Ferro.

Para se tornar um padrinho ou uma madrinha de crianças acolhidas, é preciso ir até o setor Psicossocial do Fórum de Sorriso e manifestar esta vontade oficialmente por meio do preenchimento de uma ficha de cadastro para apadrinhamento e a apresentação de documentos pessoais, certidões e atestado de sanidade física e mental. Depois desta etapa, o processo é analisado por uma equipe multidisciplinar que, por meio de um estudo psicossocial, elabora um dossiê e envia para que o juiz possa deferir ou indeferir o pedido.

São definidas três modalidades de apadrinhamento. O “afetivo” é apadrinhamento que consiste na realização de visitas regulares à criança ou adolescente, buscando-a para passeios, o que permite inclusive que a criança passe fins de semana, feriados e até as férias escolares com a família do padrinho ou da madrinha.

Já o padrinho “prestador de serviços” é o profissional liberal que se cadastra para atender as crianças e adolescentes conforme sua especialidade de trabalho. Neste caso, as pessoas jurídicas também podem aderir ao projeto, prestando os mais variados serviços, como consultas médicas, atendimento odontológico, aulas de dança, aulas de música, etc.

Já o padrinho “provedor” é aquele que dá suporte material ou financeiro à criança e ao adolescente, seja com a doação de materiais, patrocínio de cursos (profissionalizantes, reforço escolar, prática esportiva), ou mesmo uma contribuição mensal em dinheiro.

DA ASSESSORIA/ NÁDIA MASTELLA
FOTOS: INTERNET