A morte do engenheiro agrônomo João Lucas Menezes na rodovia MT-109, em São Félix do Araguaia, reacendeu o alerta sobre a segurança no trecho, que segue em obras de nivelamento e ainda registra grande formação de poeira. O acidente ocorreu na tarde de quarta-feira (19) e envolveu a caminhonete Toyota Hilux conduzida por João Lucas e uma carreta Volvo FH 480.
De acordo com a Polícia Civil, o trecho havia sido recentemente patrolado para melhorar o tráfego, mas a movimentação intensa de veículos levantava nuvens de poeira, reduzindo drasticamente a visibilidade. Nesse cenário, tanto a caminhonete quanto a carreta realizavam ultrapassagens quando houve a colisão lateral.
As informações apuradas indicam que a carreta iniciou a ultrapassagem de uma Fiat Strada logo depois que dois caminhões à frente se distanciaram, deixando o ar carregado de poeira. No mesmo momento, João Lucas também tentou ultrapassar o mesmo veículo. Sem conseguir enxergar o que vinha no sentido contrário, acabou se deparando com a carreta já muito próxima, resultando no impacto fatal.
João Lucas morreu ainda no local. A área foi periciada pela Politec, e a Polícia Civil instaurou inquérito para detalhar a dinâmica da colisão e avaliar as condições de segurança da via no momento do acidente.
Enquanto as autoridades tentam esclarecer o que aconteceu na MT-109, a família enfrenta a dor da perda. Nas redes sociais, a esposa de João Lucas, Alana Victoria Vilarindo, transformou o luto em desabafo emocionado. Ela relembra a relação do casal e a saudade que já sente:
“Obrigada por me fazer tão feliz, obrigada por ter me amado em voz alta, obrigada por tudo, e agora quem vai me chamar de Momoti, amor? […] Você foi embora e levou um pedaço de mim. Você era incrível, meu amor, e eu só queria acordar e ver que nada disso é real! Sempre vou te amar.”
O caso segue em investigação, enquanto amigos e familiares se mobilizam para prestar as últimas homenagens ao engenheiro.

