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Dois suspeitos são presos e Polícia Civil revela que Diego estava jurado de morte antes de desaparecer

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A Polícia Civil de Sorriso prendeu, na tarde de quarta-feira (19), dois homens apontados como participantes do assassinato de Diego dos Santos, encontrado morto em julho deste ano. As prisões reforçam a linha de investigação que liga o crime a uma disputa entre facções criminosas na região.

De acordo com o delegado Bruno França, os suspeitos tiveram envolvimento direto na ocultação da motocicleta utilizada pela vítima no dia em que desapareceu. Os dois tentaram frustrar o trabalho dos investigadores: um deles fugiu da abordagem e só foi detido após perseguição; outro tentou descartar o celular no momento da prisão, sendo autuado também por atrapalhar as investigações.

Apesar dos avanços, um terceiro investigado segue foragido.

O delegado revelou ainda que Diego já havia sido alertado pelos policiais de que era alvo de um grupo rival. Dias antes do desaparecimento, uma equipe esteve na casa da vítima para informar a mãe sobre o risco iminente e recomendou que ele deixasse Sorriso.

As investigações apontam que o jovem foi atraído para uma residência na noite de 25 de julho, sob o pretexto de receber dinheiro, momento em que o sequestro teria ocorrido. A Polícia Civil afirma que outras pessoas envolvidas no esquema criminoso ainda serão responsabilizadas.

PF prende mulher em Feliz Natal por esquema de apropriação de identidade que envolvia fraudes bancárias e uso de documentos falsos

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (19) a Operação Mendacium, em Feliz Natal (MT), para desarticular um esquema criminoso de apropriação de identidade que vinha sendo utilizado para cometer fraudes bancárias e outros atos ilícitos. A ação cumpriu um mandado de prisão e um mandado de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de Sinop.

Segundo a PF, a investigação aponta que a suspeita utilizava documentos públicos falsificados para abrir contas, realizar transações financeiras e praticar diversos atos da vida civil se passando pela vítima. O caso veio à tona após denúncias de irregularidades na abertura de uma conta bancária, quando o verdadeiro titular percebeu que seus dados estavam sendo usados por terceiros.

Os agentes afirmam que há indícios de que o esquema tenha ocorrido em diferentes anos e cidades, o que reforça a suspeita de uma atuação criminosa contínua. As práticas investigadas incluem estelionato majorado, fraudes bancárias e uso de documentação falsificada, crimes que podem resultar em penas elevadas.

Durante a operação, foram apreendidos materiais que podem comprovar a prática das fraudes e ajudar a identificar outros possíveis envolvidos. A PF agora analisa os itens recolhidos para rastrear a movimentação financeira e mapear o alcance das ações criminosas.

A investigada foi conduzida à Polícia Federal e colocada à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento para apurar a eventual participação de mais pessoas no esquema e o número total de vítimas atingidas.

Júri condena dupla por homicídio qualificado e ocultação de cadáver em Sorriso após 16 horas de julgamento

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O Tribunal do Júri da Comarca de Sorriso condenou, após mais de 16 horas de sessão, o vendedor Matheus Augusto Drago Schnoor e o médico-veterinário Richard Bortolo Junior pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver contra Everton Marcelo dos Passos, conhecido como Xuxa. A sentença foi proferida na noite desta terça-feira (18), encerrando o julgamento iniciado na segunda-feira (17).

Matheus Schnoor recebeu pena de 25 anos e 10 meses de reclusão, enquanto Richard Bortolo Junior foi condenado a 29 anos e 2 meses, ambos em regime fechado. O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pelo promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, da 2ª Promotoria Criminal de Sorriso, que sustentou a autoria e a materialidade dos crimes.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na madrugada de 7 de setembro de 2022, após um desentendimento considerado banal entre os envolvidos. Everton foi atacado em uma propriedade rural próxima ao Rio Lira. Inicialmente, ele foi atropelado, agredido com socos e pontapés, arrastado até a carroceria de uma caminhonete e levado à zona rural. No local, foi golpeado com um instrumento cortante no pescoço, morrendo por esgorjamento, caracterizado por cortes profundos na região anterior ou lateral do pescoço. Em seguida, os réus ocultaram o corpo da vítima, lançando-o no Rio Lira.

Durante o julgamento, o promotor Pipino descreveu o crime como “covarde, cruel e motivado por banalidade”, reforçando que não havia qualquer dúvida sobre a participação dos dois acusados. “Atacaram a vítima de forma covarde, atropelaram, agrediram, colocaram-na na caçamba desacordada, esgorjaram e desovaram o cadáver no rio. Mataram um amigo de infância”, afirmou.

O júri reconheceu todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de ocultação de cadáver. A pena aplicada considerou a gravidade concreta dos fatos, o concurso de agentes e o intenso sofrimento causado à família.

Everton Marcelo dos Passos era natural de Adamantina (SP), onde foi velado e sepultado em 12 de setembro de 2022. Familiares que residem no estado de São Paulo acompanharam o julgamento de forma remota.

A decisão encerra um dos casos de maior comoção registrados em Sorriso nos últimos anos, reforçando o entendimento do Tribunal do Júri sobre a gravidade do crime e a necessidade de punição proporcional aos atos praticados.

Arquiteta de 29 anos morre após complicações pós-cesárea, e Polícia Civil abre investigação em MT

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A Polícia Civil abriu investigação para esclarecer a morte da arquiteta Larissa Pompermayer Ramos, de 29 anos, que faleceu nesta terça-feira (18) em um hospital de Cuiabá. A jovem, moradora de Campo Novo do Parecis, enfrentou uma sequência de complicações graves após uma cesariana realizada no início do mês.

Segundo o boletim de ocorrência, Larissa entrou em trabalho de parto no dia 2 de novembro, mas a equipe médica optou pela cesariana ao avaliar que ela não apresentava dilatação suficiente para o parto normal. Após o procedimento e o nascimento da filha, ela permaneceu em recuperação.

Dias depois, porém, o quadro mudou. A arquiteta passou a apresentar febre persistente e dores abdominais, sinais que evoluíram para uma infecção grave. Ela foi transferida inicialmente para Tangará da Serra, onde foi intubada e iniciou hemodiálise devido à piora acelerada do funcionamento dos rins. Na semana passada, precisou ser levada para Cuiabá, onde morreu na madrugada de terça-feira.

O caso foi registrado como “morte a esclarecer”. A Polícia Civil deve analisar prontuários, ouvir profissionais que atuaram no atendimento e verificar se houve falha médica, atraso no diagnóstico ou evolução inesperada do quadro infeccioso.

A morte da jovem causou forte comoção em Campo Novo do Parecis e entre colegas de pesquisa. Larissa era mestranda e desenvolvia estudos sobre maternidade e questões sociais contemporâneas. Grupos de pesquisa e amigos prestaram homenagens nas redes sociais, destacando sua dedicação acadêmica e sua trajetória pessoal.

Larissa deixa uma recém-nascida, que está sob cuidados da família. A investigação segue em andamento e deve apontar, nos próximos dias, eventuais responsabilidades no atendimento prestado desde o parto até as últimas horas de vida da arquiteta.

Mauro Mendes anuncia ação judicial contra decreto federal que amplia terras indígenas em Mato Grosso

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TEXTO E FOTO SECOM-MT

O governador Mauro Mendes anunciou nesta terça-feira (18) que o Governo de Mato Grosso ingressará na Justiça contra o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que ampliou áreas de terras indígenas no estado. A medida foi oficializada durante a COP 30, realizada em Belém (PA).

Segundo o governo estadual, a ampliação mais significativa ocorreu na Terra Indígena Manoki, tradicionalmente reconhecida com cerca de 46 mil hectares, mas que passou a ter aproximadamente 250 mil hectares após o decreto federal. Mendes afirma que a medida afronta diretamente o artigo 13 da Lei 14.701, que proíbe a expansão de terras já demarcadas.

O decreto também homologou outras duas áreas: Terra Indígena Uirapuru (21,6 mil hectares) e Terra Indígena Estação Parecis (2,1 mil hectares), ambas localizadas em regiões produtivas do estado e onde vivem famílias, pequenos produtores e proprietários rurais com cadastros ambientais regulares.

Mauro Mendes classificou a iniciativa federal como ilegal e afirmou que ela gera insegurança jurídica para centenas de famílias. “Determinei à Procuradoria-Geral do Estado que ingresse imediatamente na Justiça para barrar essa ilegalidade. Não estamos discutindo o direito dos povos indígenas, mas sim um decreto que desrespeita a lei e coloca em risco quem já mora e produz nessas áreas”, declarou.

O governador argumenta que Mato Grosso já possui 73 terras indígenas demarcadas, somando 15 milhões de hectares, o equivalente a 16% de todo o território estadual. Para ele, qualquer discussão sobre políticas para os povos originários deve vir acompanhada de ações concretas de saúde, educação, infraestrutura e assistência, e não de ampliação territorial sem planejamento ou diálogo com as comunidades impactadas.

Mendes também destacou que na região da TI Manoki existem centenas de famílias e diversos CARs (Cadastros Ambientais Rurais), alguns deles respaldados por decisões judiciais, o que, segundo ele, agrava os riscos de conflito fundiário. Ele reforçou ainda que Mato Grosso é um dos estados que mais preservam o meio ambiente, com 60% do território protegido, índice superior ao de diversos países que cobram ações climáticas do Brasil.

“Mato Grosso faz a sua parte. Produz, preserva e respeita a lei. Não é criando conflito em pleno evento internacional que vamos avançar. Precisamos de diálogo, responsabilidade e respeito com todos os envolvidos”, concluiu o governador.

Operação Ressona mira núcleo da facção em Lucas do Rio Verde e cumpre mandados contra líderes locais

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Policia Civil

Grupo mantinha conexão direta com criminosos refugiados no Rio de Janeiro e movimentou quase R$ 2 milhões em quatro meses

Lucas do Rio Verde foi o principal alvo da Operação Ressona, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso na manhã desta quarta-feira (19). A ação tem como objetivo desarticular uma célula estruturada de facção criminosa que atuava no município e que mantinha ligação direta com líderes do grupo escondidos em favelas do Rio de Janeiro.

Ao todo, a Justiça expediu 30 ordens judiciais, incluindo 17 mandados de prisão, 13 mandados de busca e apreensão, além de bloqueio de R$ 9,3 milhões e sequestro de bens de alto padrão. As medidas foram determinadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop e estão sendo cumpridas em Lucas do Rio Verde e outras cidades do norte mato-grossense.

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Draco, revelaram que Lucas do Rio Verde abrigava o gerente local da facção, responsável pela logística, contabilidade, distribuição de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, ele desfrutava de alto padrão financeiro, com fazenda, casas luxuosas e diversas fotos em que ostentava armas e grandes quantias de dinheiro vivo.

O grupo mantinha comunicação direta com chefes da facção refugiados no Rio de Janeiro, que davam ordens estratégicas para ataques a empresários, execuções e intimidações na região. Parte desse arsenal incluindo fuzis foi adquirido em viagens ao Rio e armazenado em uma chácara do investigado, usada como paiol clandestino.

As apurações também identificaram movimentações financeiras próximas de R$ 2 milhões em apenas quatro meses, com transações fracionadas, uso de contas encerraras por fraude e envio de recursos para criminosos de outros estados elementos típicos de lavagem de dinheiro em larga escala.

Além de Lucas do Rio Verde, policiais cumprem ordens em Guarantã do Norte, e a operação recebe apoio de equipes da Core, Cecor e delegacias regionais. A ação integra a Operação Inter Partes, do Programa Tolerância Zero do Governo de Mato Grosso, e também faz parte da Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça.

A Polícia Civil destacou que o núcleo desarticulado em Lucas do Rio Verde era um dos mais estruturados da facção no estado, atuando de forma permanente e com funções bem definidas, como operadores financeiros, “laranjas”, biqueiros, entregadores e responsáveis estratégicos por lavagem de capital ilícito.

Tribunal reconhece excesso e Justiça Eleitoral garante proteção de direitos em operação que atingiu empresário de Sorriso

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Texto Assessoria

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso decidiu, por unanimidade, conceder parcialmente ordem de Habeas Corpus em favor do empresário, após reconhecer que a quebra de sigilos autorizada em investigação eleitoral extrapolou o limite temporal permitido pela jurisprudência. A decisão restabelece a legalidade do procedimento e garante a proteção das garantias constitucionais do investigado.  

No julgamento, o relator, juiz Raphael de Freitas Arantes, destacou que embora houvesse indícios que justificassem a continuidade da investigação, o afastamento de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático não poderia ocorrer de forma ampla e irrestrita, determinando sua restrição ao período eleitoral  de 16 de agosto a 6 de outubro de 2024.

A medida foi comemorada pela defesa do empresário, composta pelos advogados Estevam Hungaro Calvo Filho e Valber da Silva Melo. O grupo atuou de maneira técnica e estratégica, demonstrando ao Tribunal que o acesso irrestrito aos dados configuraria invasão indevida à intimidade, ultrapassando os limites legais da investigação.

A decisão também reforça o papel institucional da Polícia Federal, que, segundo o próprio acórdão, tem conduzido os trabalhos com seriedade, observando os parâmetros legais de investigação. A correção judicial não representa crítica à atuação policial, mas um aperfeiçoamento natural do sistema de freios e contrapesos que garante a lisura do processo investigativo.

Com a determinação do TRE/MT, os dados que eventualmente tenham sido coletados além do período eleitoral deverão ser descartados, e os aparelhos eletrônicos devolvidos ao empresário no prazo fixado pela decisão. O Tribunal, porém, manteve a continuidade regular do inquérito, reconhecendo a legitimidade das apurações.

Para a defesa, o resultado representa “a vitória do equilíbrio jurídico”: a investigação segue seu curso, porém sem violar direitos fundamentais.

A decisão reforça o entendimento de que, numa democracia sólida, nem o poder investigativo nem os direitos individuais prevalecem de forma absoluta: ambos coexistem dentro dos limites constitucionais. Nesse caso, o Tribunal reafirma tais limites  e garante que a Justiça caminhe dentro deles.

Avião agrícola cai após pane mecânica e piloto escapa sem ferimentos na MT-242

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Um avião agrícola Air Tractor 602 caiu bruscamente em uma área de plantação na manhã desta terça-feira (18) às margens da rodovia MT-242, no norte de Mato Grosso. O ponto exato da queda fica a cerca de 20 quilômetros do acesso a Nova Ubiratã, no sentido Boa Esperança do Norte. Apesar da violência do impacto, o piloto saiu ileso e conseguiu deixar a aeronave sem ajuda.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar, a equipe de Sorriso trafegava pela MT-242 justamente no momento em que a aeronave perdeu altitude e caiu sobre a lavoura. A guarnição presenciou o acidente e foi a primeira a chegar ao local. Quando os militares se aproximaram, o piloto já caminhava em direção a uma fazenda vizinha, consciente e sem ferimentos aparentes.

O sargento G. Barros, que participou da ocorrência, explicou que o piloto havia concluído a aplicação de defensivos agrícolas e retornava para reabastecer quando ocorreu uma intercorrência mecânica. “Ele tinha acabado de decolar da pista da fazenda e, logo em seguida, percebeu a falha. Foi obrigado a realizar o pouso forçado. Funcionários da propriedade chegaram rapidamente e fizeram o primeiro atendimento”, relatou.

Mesmo sem sinais de lesões, o piloto foi orientado a buscar avaliação médica detalhada. Ele recusou atendimento imediato dos bombeiros, mas informou que seria levado posteriormente a Sorriso para a realização de exames, incluindo tomografia, para descartar qualquer lesão interna causada pelo impacto.

A aeronave  modelo Air Tractor 602, semelhante às utilizadas pelo próprio Corpo de Bombeiros em treinamentos  sofreu danos significativos, especialmente na asa e no trem de pouso, permanecendo imobilizada sobre a plantação. O gerente da fazenda foi orientado sobre os procedimentos legais, como a necessidade de comunicar o acidente ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), órgão responsável por investigar acidentes da aviação civil.

Segundo os bombeiros, não há indícios de perda de peças durante o voo nem sinais de falha grave antes do pouso forçado. As causas do incidente serão investigadas pelo Cenipa, que deverá analisar as condições da aeronave, do ambiente e do procedimento adotado pelo piloto.

Menino de 13 anos é vítima de queimaduras graves após ser atraído por vizinhos; polícia investiga o caso

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Um menino de 13 anos sofreu queimaduras graves depois de ter o corpo atingido por gasolina e, em seguida, ter fogo ateado enquanto estava no bairro São Francisco, em Sorriso, no último fim de semana. O caso, inicialmente apresentado como um acidente, agora é investigado pela Polícia Judiciária Civil como um possível ato intencional.

Segundo o relato da família, o adolescente foi chamado até uma residência por uma vizinha de 12 anos, acompanhada do namorado, que teria cerca de 17 anos. Ao chegar ao local, o garoto descobriu que algo estava errado e tentou ir embora, mas foi atingido pelas costas com gasolina e fogo. Ele conseguiu correr de volta para casa e foi imediatamente levado ao hospital.

O pai da vítima, bastante emocionado, explicou que no primeiro momento chegou a alegar que tudo havia sido um acidente. No entanto, relatos de moradores apontaram uma versão diferente. “No outro dia, o vizinho veio aqui e disse a verdade. Ele contornou que mandaram ele falar que tinha sido acidente, mas que não era. Meu filho virou as costas pra ir embora e jogaram gasolina e fogo nele”, afirmou.

O homem relatou ainda que acredita que o ataque pode ter sido motivado por desavenças anteriores com a família dos suspeitos. Segundo ele, um dos filhos da vizinha acumula denúncias de furtos no bairro. “Eu sou adulto. Se tem algo comigo, que venha falar comigo. Mas mexer com uma criança de 13 anos, que nunca fez mal pra ninguém, é incompreensível”, desabafou.

O menino sofreu queimaduras extensas nas costas, braços, rosto e abdômen. Ele recebeu os primeiros atendimentos na unidade de saúde do município, mas deve ser transferido para um hospital especializado em Cuiabá. “Se eu pudesse estar no lugar dele mil vezes, eu estaria. Nenhum pai merece ver o filho nessa situação. Mas ele é forte, está lutando, e o atendimento foi muito bom. Agora é esperar a transferência e ter fé”, afirmou o pai, com a voz embargada.

Apesar do sofrimento da família, o estado de saúde do adolescente é considerado estável e, segundo o pai, ele não corre mais risco de morte. No entanto, as marcas físicas e emocionais devem acompanhar a vítima por muitos anos. “É algo que ele nunca vai esquecer. E nós também não”, disse.

A Polícia Judiciária Civil já foi acionada, registrou a ocorrência e instaurou procedimento para apurar o caso. O delegado Bruno França , responsável pela investigação, deverá se pronunciar nos próximos dias. O caso também foi encaminhado ao Conselho Tutelar.

Autor do crime que matou a tia e retirou o coração dela é detido novamente em São Paulo

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Lumar Costa da Silva, condenado pelo assassinato da tia Maria Zélia da Silva em 2019, em Sorriso (MT), voltou a ser detido após violar medidas impostas pela Justiça. A prisão ocorreu na última sexta-feira (14), em São Paulo, meses depois de ele ter recebido autorização para deixar o Hospital Psiquiátrico Adauto Botelho, em Cuiabá, onde cumpria medida de segurança.

De acordo com a decisão judicial, Lumar deixou de cumprir obrigações consideradas essenciais para sua permanência fora da internação. Entre elas, abandonar o tratamento psiquiátrico ambulatorial, interromper o uso regular de medicamentos e envolver-se em outro episódio de violência doméstica. O juiz Geraldo Fidélis, da Vara de Execuções Penais de Cuiabá, ressaltou que as novas condutas repetem o padrão de violência que marcou o crime de 2019, o que representaria risco concreto para a sociedade.

O caso ganhou repercussão nacional à época pela extrema violência. Lumar havia chegado a Sorriso dias antes do crime e, sob efeito de drogas e alegando ouvir “vozes”, matou a tia a facadas, arrancou o coração dela e levou o órgão até a prima, filha da vítima. Após o assassinato, ele roubou o carro da prima e ainda tentou sequestrar a filha dela, de sete anos. Antes de vir a Mato Grosso, ele já havia tentado matar a própria mãe em Campinas (SP).

A liberação de Lumar, em junho deste ano, provocou preocupação e medo entre familiares da vítima, especialmente na filha de Maria Zélia, Patrícia Cosmo. Em entrevistas recentes, ela afirmou ter revivido o trauma de 2019 e relatou que a família passou a viver em estado permanente de alerta diante da possibilidade de reencontrar o agressor. Para os familiares, a nova decisão traz alívio e a expectativa de que a Justiça trate o caso com maior rigor.

Com a revogação da desinternação, Lumar será novamente encaminhado ao CIAPS Adauto Botelho, em Cuiabá, onde deve passar por uma reavaliação completa do quadro psiquiátrico. A Justiça proibiu seu recolhimento em unidades prisionais comuns e determinou que o acompanhamento médico seja retomado em caráter intensivo. A defesa, que anteriormente comemorou a liberação por entender que ele necessitava de tratamento e não de prisão, ainda não se manifestou sobre a nova determinação. O processo seguirá sob avaliação da Justiça de Mato Grosso, que deverá reexaminar a periculosidade do acusado após nova perícia.