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Sorriso: Prefeitura confirma mais um óbito por covid-19

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A Secretaria Municipal de Saúde e Saneamento de Sorriso confirma mais um óbito por covid-19. Trata-se de um homem, 64 anos, morador do bairro Primavera, que faleceu ontem à noite, 11 de agosto, no Hospital Regional Hilda Spengler Ribeiro em Nova Mutum.

Na declaração de óbito constam como causas da morte síndrome respiratória aguda grave, pneumonia bacteriana, sequela de acidente vascular cerebral e covid-19. Com mais essa perda o Município registrou 250 óbitos desde o início da pandemia.

A Prefeitura de Sorriso lamenta profundamente e se solidariza à dor desta família e de todas as demais famílias sorrisenses que sofreram perdas irreparáveis diante da pandemia.

DA ASSESSORIA

MT: Tribunal fixa pena de mais de 7 anos a assaltante que fingiu ser cliente de motorista de aplicativo

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Uma mulher que trabalhava como motorista de aplicativo foi vítima de um roubo praticado por uma falsa cliente e dois adolescentes que ajudaram no crime. Ela foi levada de Sinop (450 km de Cuiabá) para Itaúba (513 km de Cuiabá) pelo trio, onde foi deixada em uma estrada de chão na zona rural, com as mãos amarradas com parte do cinto de segurança do veículo que foi cortada. Apontada como mentora do crime, a suposta cliente teve a condenação fixada em 7 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, e pagamento de 14 dias-multa. O caso foi julgado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da 1ª Câmara Criminal, na sessão do dia 2 de agosto.

O voto do desembargador Orlando Perri foi acolhido por unanimidade pelos desembargadores Marcos Machado e Paulo da Cunha. De acordo com a vítima, ela aceitou uma corrida por meio do aplicativo que iria de um bairro a outro dentro do município de Sinop. Chegando no local, 3 passageiros embarcaram, sendo uma mulher adulta e dois adolescentes. Ao chegar no endereço final, a mulher e um dos menores simularam uma discussão ela começou a chorar e pediu para a motorista a levar para a casa de sua mãe, em outro bairro. Nesse momento, a motorista concordou, mas pediu para que encerrasse a corrida e iniciasse uma nova, conforme as normas do aplicativo que utilizava para trabalhar. Se aproximando do endereço onde deixaria o trio, foi anunciado o assalto.

Ela foi rendida pelos bandidos, um deles usando simulacro de arma de fogo e os outros dois, armas brancas. A mulher que fazia parte do trio de assaltantes apelou ao TJMT alegando que foi contratada por desconhecidos para “prestar um serviço”, que consistiria em “pegar um carro e o levar ao município de Castelo dos Sonhos, no Pará”. Relatou que os “contratantes” entraram no aplicativo e buscaram um veículo que os interessavam.

Acrescentou que, após escolherem o automóvel, requisitou os serviços de transporte da vítima. Por fim, revelou que buscaram um dos adolescentes e que, durante o trajeto para o destino estabelecido no aplicativo, fizeram “a cena” simulando uma briga. No entanto, de acordo com o histórico de chamadas registrados no aplicativo, ficou confirmado que foi a mulher quem solicitou os serviços de transporte. A vítima ainda contou que ao chegarem em Itaúba, foi deixada em uma estrada na zona rural.

Durante o trajeto, os adolescentes comentavam, em todo momento, que o comando “era para matar”, mas era a mulher quem coordenava toda a ação e, inclusive, dava as ordens aos menores, que as obedeciam sem titubear. Processo nº: 1000100-89.2022.8.11.0096 Andhressa BarbozaCoordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Remição: estudo, trabalho e leitura permite que presos reduzam tempo de cumprimento de pena

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O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso está percorrendo as Comarcas do Estado para averiguar as condições das unidades prisionais e difundir o Escritório Social, importante ferramenta de apoio à ressocialização de pessoas privadas de liberdade. O Escritório Social é uma metodologia do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que proporciona novos caminhos aos egressos (e pregressos) do sistema carcerário e seus familiares, com atendimento especializado e individualizado em áreas como saúde, assistência psicossocial, qualificação e encaminhamento profissional de reeducandos em vulnerabilidade social. 

Remição: estudo, trabalho e leitura permite que presos reduzam tempo de cumprimento de pena Mato Grosso Sorriso Mato Grosso

A ferramenta também é um importante instrumento nas políticas de remição de pena (diminuição do tempo de duração da pena), a partir do trabalho, estudo e leitura, mas que em alguns casos só poderão ser utilizadas a partir da progressão do regime. Funcionamento da progressão de regime – A Lei nº 7.210/1984, também conhecida como Lei de Execução Penal, institui em seu Artigo 112 (alterado pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime) que a pena privativa de liberdade deve ser executada em forma progressiva, com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos:I – 16% (dezesseis por cento) ou 1/6 da pena, se o apenado for primário e o crime tiver sido cometido sem violência à pessoa ou grave ameaça;II – 20% (vinte por cento) ou 1/5 da pena, se o apenado for reincidente em crime cometido sem violência à pessoa ou grave ameaça;III – 25% (vinte e cinco por cento) ou 1/4 da pena, se o apenado for primário e o crime tiver sido cometido com violência à pessoa ou grave ameaça;IV – 30% (trinta por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime cometido com violência à pessoa ou grave ameaça;V – 40% (quarenta por cento) ou 2/5 da pena, se o apenado for condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado, se for primário;VI – 50% (cinquenta por cento) ou 1/2 da pena, se o apenado for:a) condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado, com resultado morte, se for primário, vedado o livramento condicional;b) condenado por exercer o comando, individual ou coletivo, de organização criminosa estruturada para a prática de crime hediondo ou equiparado;c) condenado pela prática do crime de constituição de milícia privada;VII – 60% (sessenta por cento) ou 3/5 da pena, se o apenado for reincidente na prática de crime hediondo ou equiparado;VIII – 70% (setenta por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime hediondo ou equiparado com resultado morte, vedado o livramento condicional. Remição por Trabalho – Instituída pela Lei nº 7.210/1984.A Lei de Execução Penal define que o reeducando abaterá um dia de sua pena a cada três dias trabalhados (mínimo de seis e máximo de oito horas trabalhadas por dia). Remição por Estudo – Modificada pela Lei nº 12.433/2011.Já pelos estudos, o reeducando poderá abater um dia de pena a cada 12 horas de frequência escolar (atividade de ensino fundamental, médio, inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalificação profissional) divididas, no mínimo, em três dias. O tempo a remir em função das horas de estudo será acrescido de 1/3 (um terço) no caso de conclusão do ensino fundamental, médio ou superior durante o cumprimento da pena, desde que certificada pelo órgão competente do sistema de educação. 

Remição: estudo, trabalho e leitura permite que presos reduzam tempo de cumprimento de pena Mato Grosso Sorriso Mato Grosso

As atividades de estudo poderão ser desenvolvidas de forma presencial ou por metodologia de ensino à distância e deverão ser certificadas pelas autoridades educacionais competentes dos cursos frequentados. Remição por Leitura – Instituída pela Resolução CNJ nº 391/2021 – Cada obra lida corresponderá à remição de quatro dias de pena, limitando-se, no prazo de 12 (doze) meses, a até 12 (doze) obras efetivamente lidas e avaliadas, assegurando-se a possibilidade de remir até 48 (quarenta e oito) dias a cada período de 12 (doze) meses. Para fins de cumulação dos casos de remição, as horas diárias de trabalho, de estudo e leitura serão definidas de forma a se compatibilizarem. Bons exemplos no Estado – Rondonópolis, Lucas do Rio Verde e Sinop surgem como alguns dos exemplos a serem seguidos em Mato Grosso. As três unidades prisionais possuem diversos projetos como padaria; marcenaria; fábrica de artefatos de concreto; aulas de alfabetização, salas de Ensino Fundamental e Médio; bibliotecas, projetos literários e até mesmo cursos superiores de ensino à distância, que permitem a remição de pena dos reeducandos do Sistema Carcerário do Estado. Escritório Social em Mato Grosso – A metodologia do CNJ já está em funcionamento na Capital e os municípios de Mirassol d’Oeste e Jaciara estão prestes a inaugurar o dispositivo em suas Comarcas. O município de Rondonópolis já assinou o termo de adesão ao Escritório Social, enquanto Sinop e Lucas do Rio Verde já assinaram a manifestação de interesse à adesão da ferramenta no município. #ParatodosveremEsta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 01: fotografia colorida de reunião da apresentação do Escritório Social. Ao centro da imagem está o coordenador do GMF, desembargador Orlando Perri, falando aos presentes, no auditório do Fórum da Comarca de Lucas. Imagem 02: Fotografia colorida de reeducando de costas, sentado em frente à mesa com máquina de costura. Ele está costurando uma peça de roupa e vestindo a camiseta amarela do projeto Alvorada (Ateliê de Costura), implantado na Penitenciária Major Eldo de Sá Correa (Mata Grande), em Rondonópolis. Imagem 03: Fotografia colorida de sala de aula de alfabetização dentro da Penitenciária Major Eldo de Sá Correa (Mata Grande). Na imagem, cerca de 15 reeducandos estão em aula, sentados em suas carteiras escolares. Ao fundo, professora está em frente ao quadro, com diversas anotações. Imagem 04: Fotografia colorida com diversos pães já assados posicionados em formas. Ao fundo, reeducandos estão produzindo pães, salgados e doces. Imagem 05: Fotografia colorida de reeducando utilizando esmerilhadeira para nivelar a madeira de um banco de concreto, o material é produzido pela fábrica de artefatos dentro do Centro de Detenção Provisória de Lucas do Rio Verde. Marco Cappelletti/ Fotos Alair RibeiroCoordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Marlon reitera pedido da construção de uma nova incubadora de empresas de Sorriso

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Segundo o parlamentar, a atual incubadora, está com espaço insuficiente e estrutura inadequada para incubar novas empresas

Devido à importância da incubadora de empresas, que contribui com o desenvolvimento do micro empresário, com a criação de emprego e renda, o vereador Marlon Zanella (MDB), está reforçando o pedido da construção de uma nova incubadora.

“A atual incubadora de empresas de Sorriso, está com espaço insuficiente e estrutura inadequada para incubar novas empresas que se interessam em utilizar esse espaço público”, declara Marlon.

Ainda segundo o vereador, uma nova incubadora poderá atender um maior número de empresas a fim de fomentar o empreendedorismo, em um ambiente agradável e em boas condições para obter um bom desempenho na sua finalidade.

DA ASSESSORIA

Diretoria da BPW Sorriso toma posse na próxima semana

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O prefeito de Sorriso, Ari Lafin e a primeira-dama e secretária de Assistência Social, Jucélia Ferro receberam na manhã de ontem (10) o convite para prestigiarem a solenidade de fundação e posse da diretoria da Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais BPW Sorriso.

Durante a visita ao Paço Municipal, as associadas expuseram a visão e a missão da BPW , apresentaram exemplos de projetos desenvolvidos pela fundação e se puseram à disposição para auxiliar em projetos e políticas públicas desenvolvidas para mulheres em Sorriso.  

“Parabéns pela iniciativa de fundar a BPW em Sorriso, um grupo de mulheres fortes e corajosas atuando no fortalecimento e empoderamento feminino. Podem contam com o apoio da gestão”, disse Jucélia.

“A força da mulher deve ser evidenciada e a gestão preza muito por isso. Parabenizo todas pela coragem, pois são mulheres ajudando mulheres e isso é fundamental para que todas consigam se tornar empoderadas e se sintam verdadeiramente valorizadas”, frisou o prefeito.     

A cerimônia acontecerá na dia 17, às 19h19, no Restaurante Degustare, e será conduzida pela presidente da BPW Brasil, Margarida Yassuda.

Sobre a BPW –  A BPW (Business Professional Women) é uma Organização Não Governamental – ONG, de utilidade pública, sem fins lucrativos, sem finalidade política partidária e não assistencial. Tem como objetivo a promoção de melhores condições para a participação feminina nos setores produtivos e nos diversos espaços de poder. Realiza inúmeros projetos que fomentam o empreendedorismo e a capacitação de lideranças para melhorar a qualidade de vida de mulheres e meninas em todo o mundo.

DA ASSESSORIA

Sorriso: Prefeitura promove formação continuada para motoristas do transporte coletivo

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Visando garantir a qualidade do transporte de passageiros em Sorriso, com conseqüente diminuição de acidentes e infrações de trânsito, a Prefeitura de Sorriso, por meio da comissão responsável pelo transportes coletivo, promove formação continuada para motoristas e cobradores.

Vinte o oito profissionais que atuam nas sete linhas do transporte coletivo estão recebendo o treinamento, divididos em duas turmas. Gerson Cândido Ribeiro,  coordenador do transporte  ressalta que o manuseio, segurança por meio de monitoramento e orientações sobre o trânsito estão entre os temas trabalhados por instrutores vindos de Cuiabá.

O treinamento acontece hoje (11), nos períodos matutino e vespertino, com parte teórica – no Centro Municipal de Formação para Profissionais da Educação (CEMFOR), e prática – na garagem da Secretaria Municipal de Transportes. 

“Sorriso apresenta um crescimento acelerado e com isso, um aumento expressivo da frota de veículos, o que gera a necessidade de ofertarmos formação continuada às equipes, oferecendo mais segurança e um serviço de qualidade aos munícipes que utilizam o transporte coletivo”, diz a secretária de Educação e Cultura, Lúcia Drechsler.

DA ASSSESSORIA

Sorriso: Câmara aprova PLC que aumenta salários dos guardas municipais de trânsito

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O Plenário da Câmara de Sorriso aprovou por unanimidade o Projeto de Lei Complementar 23/22 que altera o valor do vencimento inicial do cargo de Guarda Municipal de Trânsito.

Atualmente, os agentes recebem uma gratificação por desempenho de atividade delegada de R$ 2 mil para apoiar as atividades fiscais municipais no exercício de poder de polícia administrativo e garantir as ações fiscalizadoras e os serviços de responsabilidade do município.

Com a aprovação da matéria, esse valor será incluído no vencimento base da categoria, passando de R$ 2.967,45 para R$ 4.967,45.

Conforme o texto aprovado, os guardas municipais continuarão a realizar a fiscalização de perturbação do sossego público e apoiar os fiscais municipais no exercício do poder de polícia administrativo nas ações fiscalizadoras de responsabilidade do Município. 

Na opinião dos vereadores, “a iniciativa visa atender à reivindicação dos agentes que desenvolvem um relevante serviço à comunidade”.

DA ASSESSORIA

Sorriso prepara etapa Teles Pires do FETRAN Mato Grosso

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Com apoio da Prefeitura e coordenação da secretaria municipal de Educação e Cultura (Semec), através do departamento de Cultura, Sorriso organiza a etapa Teles Pires do FETRAN Mato Grosso – Festival Estudantil Temático Teatro para o Trânsito. Uma promoção da Superintendência da Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso (SPRF/MT.

Na etapa Teles Pires, em Sorriso, participam sete grupos, nas categorias infantil, infanto juvenil e juvenil, sendo cinco de Sorriso e dois do distrito de Boa Esperança. Os classificados, em cada etapa, se apresentam na etapa Mato Grosso, em Cuiabá e depois em Brasília onde será a grande final.

O objetivo do evento é de, por meio das artes cênicas, como ferramenta didática, sensibilizar e conscientizar crianças, adolescentes e jovens sobre o seu comportamento no ato de transitar, visando formar cidadãos comprometidos com a sua segurança e a do outro no trânsito, estabelecendo dessa forma o bom convívio social e ainda fomentar a produção cultural e artística no ambiente escolar e promover a educação para o trânsito com o compromisso de transformar atitudes para salvar vidas.

O FETRAN Mato Grosso está sendo realizado em 8 (oito) etapas, sendo 7 (sete) etapas denominadas de “etapas regionais” e uma etapa estadual denominada de “Etapa Mato Grosso”.

Para a secretária de Educação e Cultura, Lúcia Korbes Drechsler, através das peças de teatro, apresentadas pelos alunos/atores, é possível aprender que o trânsito seguro depende de cada um de nós. Sendo assim, tanto para as crianças envolvidas no teatro, quanto as que irão assistir as peças, no centro de eventos, será referência de que para termos um trânsito seguro, cada deve fazer sua parte. As crianças são multiplicadores potenciais do que aprendem na escola. Por tanto, tudo que irão vivenciar no teatro irão repassar para suas famílias. Dessa forma juntos teremos um trânsito seguro e responsável, enfatiza.

DA ASSESSORIA

Testes com porta-enxertos viabilizam limão tahiti resistente à gomose em Mato Grosso

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Foto: Silvia Campos

O potencial do estado de Mato Grosso para a produção de alimentos esbarra, para algumas culturas, na falta de informação e de tecnologias apropriadas para as condições locais. Para a citricultura, a falta de porta-enxertos resistentes à doença fúngica gomose era um limitante. Mas, essa realidade começa a mudar com uma pesquisa coordenada pela Embrapa, em parceria com o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), a Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e a Prefeitura de Guarantã do Norte.

A primeira fruta a ter resultados mais consistentes é a lima ácida tahiti, conhecida pelos consumidores como limão tahiti. Dois experimentos realizados em Sorriso (MT) e Guarantã do Norte (MT) confirmaram que as características da copa são determinadas pelo porta-enxerto, porém, os frutos não sofreram influência. Os ensaios geraram informações relevantes sobre porta-enxertos que proporcionam maior vigor vegetativo e volume de copa. Já a avaliação dos frutos mostrou que eles possuem as características desejadas pela indústria e pelo mercado internacional, possibilitando não só o atendimento ao mercado local, como também a exportação.

Os experimentos foram instalados em 2016, nos campi do IFMT nos dois municípios: em Sorriso, no bioma Cerrado, e em Guarantã do Norte, no bioma Amazônia. Ao todo, foram testados 14 porta-enxertos entre opções comerciais e novos híbridos não comerciais desenvolvidos pela Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA). Eles foram comparados com o limoeiro cravo, porta-enxerto mais utilizado na cultura, mas que apresenta alta suscetibilidade à gomose de Phytophthora.

De acordo com as avaliações, os porta-enxertos comerciais citrumelo “Swingle” e os citrandarins “Índio” e “San Diego” induziram os maiores volumes de copa e índice de vigor vegetativo. Já os porta-enxertos TSKC x (LCR x TR) – 059 (BRS Bravo), em Sorriso, e LRF x (LCR x TR) – 005, em Guarantã do Norte, induziram as menores alturas às copas da limeira-ácida.

“Buscamos os materiais que vão alcançar maior produtividade. No caso, serão aqueles que têm uma copa maior. Porém, alturas menores facilitam todo o manejo e trato cultural. O que a gente almeja é um porta-enxerto que, mesmo desenvolvendo um porte menor, tenha uma produtividade maior”, explica o pesquisador Givanildo Roncatto, da Embrapa Agrossilvipastoril.

As avaliações são feitas a cada seis meses, quando são mensurados a altura da planta, o diâmetro de tronco do porta-enxerto, o diâmetro do tronco do enxerto, a relação de incompatibilidade entre porta-enxerto e enxerto, o diâmetro e volume de copa e o índice de vigor vegetativo. A expectativa é que as medições continuem até que as plantas completem dez anos.

Seis anos após o plantio, somente o porta-enxerto testemunha apresentou sintomas de gomose. Porém, Roncatto diz que é preciso ter cautela e que a observação continue para ter certeza de que nenhum deles será suscetível à doença.

Segundo ele, é possível que, ao fim da pesquisa, não seja indicado apenas um, mas quatro ou cinco porta-enxertos com recomendação para uso na região. Esse resultado ampliará as possibilidades para produtores locais, sobretudo considerando que Mato Grosso não tem ocorrência de outras doenças de grande relevância na citricultura, como Citrus Greening, ou Huanglongbing (HLB).

Testes com porta-enxertos viabilizam limão tahiti resistente à gomose em Mato Grosso Mato Grosso Sorriso Mato Grosso

Frutos

Para garantir que os frutos produzidos atinjam os parâmetros de qualidade de interesse para o mercado, a pesquisa avaliou as limas ácidas tahiti produzidas nos dois experimentos. A partir do quarto ano de plantio, quando começou a produção, foram levantadas informações sobre comprimento, diâmetro e massa dos frutos; rendimento de suco, teor de sólidos solúveis totais, acidez total titulável e vitamina C.

No experimento de Guarantã do Norte não foi observada diferença entre os frutos produzidos sob diferentes porta-enxertos. Com diâmetro médio de 59,48 milímetros (mm), os frutos colhidos na safra 2020 estariam classificados como grandes nas Normas de Classificação da Ceagesp, uma vez que estão acima de 56 mm. O peso médio de 116 gramas (g) também é superior às 100 g preferidas pelo mercado. Outro aspecto de destaque dos frutos produzidos naquele município foi o teor de rendimento de suco, com 48,09% de média, superior aos 35% exigidos para consumo in natura e aos 40% exigidos pela indústria.

Já em Sorriso, houve diferença estatística nos frutos produzidos sob os diferentes porta-enxertos, podendo separá-los em dois grupos. Um, estatisticamente igual à testemunha e outro com características um pouco inferiores. Entretanto, os dois grupos apresentaram diâmetro e peso dentro das características desejadas pelo mercado. Em relação à massa, o grupo que não diferiu da testemunha pesou em média 115,65 g e o outro pesou em média 102,48 g. Já o diâmetro médio dos frutos foi de 58,33 mm, com variação entre 55,05 mm e 60,55 mm. O rendimento de suco apresentou média de 39,14%, abaixo dos 40% demandados pela indústria.

“Em pesquisas como essa, o mais importante é verificar que as características dos frutos não tiveram interferência dos porta-enxertos. De maneira geral, os frutos produzidos em Guarantã do Norte e em Sorriso atendem às demandas do mercado nacional em termos de coloração, tamanho e quantidade de suco”, explica a pesquisadora da Embrapa Sílvia Campos.

Limão tahiti em Mato GrossoEmbora seja uma potência agrícola e líder nacional na produção de grãos e carne, Mato Grosso é insuficiente na produção de hortaliças e frutas. No caso dos citros, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado produz apenas cinco mil toneladas, em aproximadamente 700 hectares (ha). Dessa área, apenas 341 ha são cultivados com limões e limas-ácidas. A produção não é suficiente para atender ao mercado interno, sendo necessário importar de outros estados brasileiros.Um dos entraves para a produção de citros é a ausência de porta-enxertos adaptados às condições de clima e solo do estado. O limoeiro cravo, porta-enxerto usado em cerca de 80% dos pomares comerciais, é altamente suscetível à infecção e à disseminação do fungo causador da gomose dos citros, apesar de ser tolerante à seca, desenvolver-se bem em solos arenosos, apresentar tolerância à tristeza dos citros, induzir à precocidade e à alta produtividade e gerar frutos de qualidade.A viabilização de outras opções de porta-enxertos resistentes à doença, com bom potencial produtivo e com frutos de qualidade, abre possibilidades de produção por agricultores familiares da região Norte do estado.De acordo com o extensionista Thiago Tombini, da Empaer, o limão tahiti é cultivado na região geralmente em pequenas propriedades, com tamanho de até 5 ha e até 100 plantas. Porém, no município de Sinop há produtor com mais de mil pés, a maior parte já com mudas produzidas pela Empaer com porta-enxertos usados na pesquisa.A produção atual é toda absorvida pelo mercado local, porém, insuficiente para suprir a demanda de cidades emergentes como Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e outras regiões do estado. A viabilização de novas rotas de escoamento da produção permite até mesmo se pensar em exportação. O município de Guarantã do Norte, por exemplo, está a 765 km do porto de Miritituba (PA), enquanto a distância até a Ceagesp, em São Paulo, é de 2.200 km.Porém, para a exportação e atendimento a mercados maiores, será necessária a reunião de pequenos produtores em cooperativas, de forma a organizar a oferta, mantendo a regularidade de fornecimento demandado pelo mercado.

Pesquisa, ensino, extensão e solidariedade

A parceria entre a Embrapa e o Instituto Federal de Mato Grosso traz resultados maiores do que somente o avanço do conhecimento e desenvolvimento de tecnologias para os produtores. Ao instalar os experimentos nos campi da instituição de ensino, o projeto permite ampliar a aprendizagem dos alunos.

De acordo com o professor Sandro Caravina, em Guarantã do Norte, os alunos do segundo ano do curso técnico em Agropecuária são responsáveis por desenvolver atividades no projeto e participam de aulas práticas que incluem podas, controle de doenças, manejo integrado de pragas e colheita. Além do aprendizado, a turma fica com metade da renda da comercialização para ser usada no custeio da formatura. A outra metade é usada para compra de insumos e ferramentas para aplicação na própria pesquisa.

“Dentro do projeto já foram feitas ações de extensão e de pesquisa. Visitamos produtores para fazer assistência técnica, levamos os resultados para eles e os trazemos para conhecerem o experimento e o manejo que é feito”, explica o professor Caravina, que desenvolve seu doutorado com a lima ácida tahiti.

O professor conta que cerca de um terço da produção é doada para instituições que prestam assistência social no município.

Gabriel Faria (MTb 15.624/MG)
Embrapa Agrossilvipastoril

Biofiltro reaproveita água doméstica para produção de alimentos e forragem

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Foto: Fernanda Birolo

Amenizar os impactos das secas e da irregularidade das chuvas é um dos grandes desafios para a agricultura, especialmente para quem vive no Semiárido brasileiro. Uma alternativa para contornar o problema vem sendo testada pela Embrapa e utilizada na região. O sistema Bioágua Familiar Integrado reaproveita a água doméstica gerada nas pias, chuveiros e lavanderias – chamada de “águas cinzas” – para produzir alimentos e forragens (veja como funciona no quadro abaixo).

Um estudo realizado pela Embrapa Semiárido (PE), com plantio de palma forrageira, demonstrou que as plantas irrigadas com água de reúso alcançaram quase o dobro de produção, em comparação com o uso da água da companhia de abastecimento local. Isso porque, além de ser mais uma fonte hídrica, após passar pelo tratamento no biofiltro, a água também apresenta maior concentração de nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio, essenciais para o desenvolvimento das plantas.

Biofiltro reaproveita água doméstica para produção de alimentos e forragem Mato Grosso Sorriso Mato Grosso

A pesquisadora Roseli Freire de Melo (foto à direita), responsável pelos estudos, explica que o sistema funciona como uma complementação hídrica, já que não é uma irrigação constante e que outras águas também podem ser utilizadas. “Mesmo sendo uma irrigação complementar, é possível notar nas plantações diferenças positivas no seu desenvolvimento, como folhas mais verdes, nutridas, e um suporte maior de forrageiras, uma vez que o tempo de espera entre um corte e outro é reduzido”, ressalta a pesquisadora.

Para ela, o reúso de águas cinzas surge como oportunidade de sustentabilidade de pequenos sistemas de produção. “Ele fortalece a produção familiar, realiza saneamento básico na zona rural, aumenta a disponibilidade hídrica e acaba transformando um problema em oportunidade, além dos benefícios ambientais”, destaca.

Como funciona o sistema Bioágua FamiliarO sistema Bioágua Familiar de reúso de águas cinzas domiciliares foi desenvolvido por meio de parceria entre a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), a ONG Atos e famílias de agricultores. Ele se constitui em uma unidade para tratamento de água residuária doméstica.Antes de chegar às plantações, a água das pias, chuveiros, lavanderias e máquinas de lavar roupas passa por um processo de tratamento. Primeiro ela atravessa uma caixa de gordura, depois segue para o filtro e finalmente para o tanque de reúso, de onde é bombeada para uma caixa d’água, e de lá para o sistema de irrigação.Segundo a pesquisadora Roseli Melo, todas as etapas são essenciais, mas o filtro pode ser considerado a principal parte do sistema, pois é nele que a água será tratada. Ele tem aproximadamente um metro de profundidade e possui cinco camadas de diferentes composições (de baixo para cima): seixo, brita, areia lavada, pó de serragem e, por último, os húmus com minhocas.Para cada unidade do Bioágua são necessárias, aproximadamente, mil minhocas, do tipo californianas, que são adaptadas ao Semiárido. Elas se alimentam das raspas de madeira e do húmus, absorvendo todo segmento desnecessário, como, por exemplo, os produtos de limpeza.Melo alerta que é preciso ter alguns cuidados com o filtro: cobrir com uma tela, para evitar a entrada de insetos e outros animais, fazer manutenção entre seis a oito meses e manter sempre a umidade para que as minhocas consigam sobreviver.

Sistema eficiente

Para avaliar a eficiência do uso das águas cinzas foi implantado, no Campo Experimental da Caatinga, da Embrapa Semiárido, um experimento com espécies forrageiras, como palma, leucena, gliricídia e moringa. Foram comparadas as plantas molhadas com água de reúso, com água da companhia de abastecimento e sem irrigação, com e sem uso de esterco.

Nesse sistema analisado, são gerados em torno de 1,5 mil litros de água por semana, correspondendo ao consumo aproximado de uma família com cinco pessoas, o suficiente para irrigar cerca de 1,26 mil plantas de palma forrageira.

Em sete meses de cultivo, cada planta de palma produziu uma média de 3,67 raquetes em condição de sequeiro (sem irrigação e sem esterco), e de 6,3 raquetes quando irrigada com água da companhia de abastecimento, com uso de esterco. Por outro lado, aquelas irrigadas com água de reúso e com esterco chegaram a uma média de 12,33 raquetes, correspondendo a quase o dobro da produção em relação à água não reutilizada. Considerando o custo médio de R$ 0,20 para venda da raquete, a estimativa de geração de renda para essa área é em torno de R$ 3,1 mil para o período analisado.

O pesquisador da Embrapa João Ricardo Ferreira de Lima, que conduziu o estudo de viabilidade econômica desse sistema, detalha que “com um investimento de implantação de aproximadamente R$ 6,5 mil, essa água, que antes seria descartada, pode ser tratada, armazenada e utilizada para irrigação, de forma a aumentar a produtividade das lavouras existentes e fazer o produtor economizar, a cada sete meses, cerca de R$ 3 mil com a compra de raquetes de palma para alimentação dos animais, ou obter uma receita desse mesmo montante, caso decida comercializar”.          .

Outro importante aspecto econômico do sistema é que ele ainda gera húmus de minhoca, que tanto pode ser utilizado diretamente na área do produtor como também, considerando a reprodução das minhocas colocadas no filtro, pode se transformar em outra fonte de renda. A estimativa é que, em um período de seis meses, o sistema consiga gerar cerca de 300 quilos de húmus. Um valor médio de R$ 5,50 por quilo significa a geração de R$ 1,65 mil a cada seis meses, em economia ou renda, no caso de comercialização.

Assim, de acordo com Lima, levando em conta o investimento inicial, custos de manutenção, entradas com o corte da palma e a retirada do húmus, todos os indicadores mostram a viabilidade econômica de se produzir palma irrigada utilizando o sistema de reúso de água. “Além de viável, o tempo de recuperação do investimento é bastante curto, próximo a um ano apenas”, ressalta.

A experiência de quem usaA tecnologia também vem sendo inserida em comunidades rurais do Semiárido, como forma de testar e demonstrar seu potencial para promover a segurança alimentar dos agricultores familiares. Um dos beneficiados com a implantação do sistema Bioágua Familiar é o produtor Humberto Ferreira de Souza, do município de Uauá, na Bahia. Ele afirma que a tecnologia tem auxiliado muito a sua família, pois água cinza, que antes era jogada fora, agora é tratada e aproveitada para irrigar suas plantações, evitando também outros transtornos, como o aparecimento de mosquitos, o que era comum. “Hoje não tem mosquitos em volta da casa, e a gente ainda molha as plantas”, completa.A agricultora Antônia Andrade de Araújo (foto à direita), da Comunidade Indígena Coelho Atikum Jurema, em Petrolina (PE), diz que está “feliz da vida”, porque só a chuva não era suficiente para os plantios, e precisava carregar água de um barreiro próximo à sua área. “[Com a implantação do sistema, há cerca de um ano,] mudou tudo pra mim. Agora minha água é certa, não vou mais carregar. Se não chover, tudo bem e se chover, tudo bem também,” declara.A área de cerca de 800 m² que tinha apenas algumas plantas e produzia pouco milho e feijão para o consumo da família, agora abriga uma horta e um pomar bastante variado, de onde já se colheu abóbora, acerola, mamão, caju, pinha, tangerina, entre outras frutas e hortaliças. “Eu acho bonito e gosto de comer, e aqui não tem veneno não”, se orgulha.Na casa de dona Antônia Araújo vivem sete pessoas, e a água para o consumo vem de um caminhão pipa que eles pagam todo mês. Ela conta que a água usada era toda desperdiçada no terreiro e que ela se lamentava por não aproveitá-la. “Agora, as plantas ficaram mais bonitas, cresceram mais, mudaram de folha. Coisa linda demais, pra mim é maravilhoso”, comemora.O produtor Rinaldo de Lima (foto à esquerda), morador do Sítio Coelho, em Petrolina, relata que também precisava molhar as plantas “no balde”. Agora não falta água, pois complementa a da chuva, armazenada na cisterna, com a do barreiro e ainda a do reúso. “A gente gasta bastante água pra tudo, então assim já é bem aproveitada. Usa a água e não desperdiça”, declara.Com essa segurança, irriga as plantas que já tinha e também está investindo em outras culturas. “Botei pitaia, limão tahiti, macaxeira, banana, batata, melancia… de tudo tem um pouquinho. Lá em casa eu ia comprar [esses alimentos] e já não estou comprando, que tudo eu tenho produzindo”, relata o produtor.Ele está investindo em uma área maior e mais variada, com irrigação por gotejamento, visando à comercialização do excedente. “Meu plano é produzir pra conseguir fazer minha feira aqui de dentro, e trabalhar agora pra daqui a um ano ter retorno daquilo que eu apliquei”, planeja.

Qualidade da água

As águas geradas no dia a dia nas residências, pela lavagem de louças e roupas, banhos e nas pias de banheiros, causam preocupação em relação à sua qualidade para o solo e para as plantas. Por essa razão, elas são tratadas no Bioágua, e sua utilização nesses sistemas vem sendo monitorada por meio de análises físicas e químicas realizadas no Laboratório Agroambiental da Embrapa Semiárido.

De acordo com Paula Tereza de Souza e Silva, a pesquisadora responsável, as avaliações comprovaram que, depois de ser tratada, a água possui qualidade suficiente para a irrigação, podendo ser aplicada tanto para culturas alimentares como forrageiras. “O que nós observamos é que o tratamento das águas cinzas é bastante promissor, pois remove uma quantidade significativa de matéria orgânica”, explica.

Para ela, um dos aspectos mais interessantes é que, na maioria das análises, é observada a presença de nitrogênio e fósforo em um teor significativo. “Isso é muito bom para a agricultura porque você já tem uma água enriquecida com esses nutrientes, que são essenciais para o desenvolvimento das plantas, e com isso aumenta a produção e reduz a necessidade de outra fonte de fertilizante”, avalia.

É importante ressaltar, no entanto, que as águas dos vasos sanitários não são aproveitadas nesse sistema.

Reúso de águas cinzas para a produção de alimentos e forragens

Fernanda Birolo (MTb 81/AC)
Embrapa Semiárido

Clarice Rocha (MTb 4.733/PE)
Embrapa Semiárido

Colaboração: Gabriela Yane Lima
Embrapa Semiárido