O Brasil tem 107.305 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h deste domingo (16), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.
No sábado (15), às 20h, o balanço indicou: 107.297 mortes, 726 em 24 horas. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 965 óbitos, uma variação de -5% em relação aos dados registrados em 14 dias.
Sobre os infectados, eram 3.317.832 brasileiros com o novo coronavírus, 38.937 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 43.495 por dia, uma variação de -3% em relação aos casos registrados em 14 dias.
Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 965 por dia (variação em 14 dias: -5%)
Total de casos confirmados: 3.317.832
Registro de casos confirmados em 24 horas: 38.937
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 43.495 por dia (variação em 14 dias: -3%)
(Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou dois boletins parciais, às 8h, com 106.574 mortes e 3.279.412 casos; e às 13h, com 106.608 mortes e 3.282.101 casos confirmados.)
Estados
Subindo: PR, SC, MG, AM e TO.
Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente: ES, SP, DF, GO, MS, PA, RO, BA, PB e PI.
Em queda: RS, RJ, MT, AC, AP, RR, AL, CE, MA , PE, RN e SE.
Tudo começou com uma cabra. O desafortunado animal nasceu na Holanda na primavera de 1939 – e suas perspectivas não eram nada boas.
Não tinha uma das patas da frente, e a outra era deformada. Ou seja, se locomover seria mais difícil.
Mas, quando tinha três meses, a cabra foi adotada por um instituto veterinário e se mudou para um campo gramado.
Lá, desenvolveu rapidamente seu estilo próprio (e peculiar) de se locomover. Ela se apoiava nas patas traseiras para erguer o corpo e pulava – o resultado era algo entre o salto de uma lebre e um canguru.
Infelizmente, a cabra se envolveu em um acidente e morreu quando tinha um ano. Mas havia algo surpreendente escondido em seu esqueleto.
Durante séculos, os cientistas acreditaram que nossos ossos cresciam de maneira previsível, de acordo com as instruções genéticas herdadas de nossos pais.
Mas quando um especialista em anatomia holandês investigou o esqueleto dessa cabra, descobriu que seus ossos haviam começado a se adaptar.
Os ossos do quadril e das patas eram mais grossos do que o esperado – e estavam anormalmente angulados, para permitir uma postura mais ereta. Da mesma forma, os ossos do tornozelo estavam esticados.
Em outras palavras, a estrutura óssea da cabra começou a se parecer muito com a dos animais que saltam.
Hoje se sabe que nossos esqueletos são surpreendentemente maleáveis.
Embora os esqueletos em exposição nos museus possam dar a impressão contrária, os ossos sob a nossa pele estão muito vivos – são rosados pelo fluxo sanguíneo, e estão em processo de destruição e reconstrução constante.
Montagem de fotos mostra o esqueleto de Lucy e um modelo tridimensional do Australopithecus afarensis — Foto: University of Texas at Austin via AP/AP Photo/Pat Sullivan
Portanto, embora o esqueleto de cada indivíduo se desenvolva de acordo com as instruções genéticas em seu DNA, ele pode se adaptar de acordo com as pressões que cada pessoa enfrenta na vida.
Esta constatação levou a uma disciplina conhecida como “osteobiografia” – literalmente, “biografia dos ossos” – que permite analisar um esqueleto para descobrir como o dono vivia. E se baseia no fato de que certas atividades, como andar sobre duas pernas, deixam uma marca, como ossos do quadril mais resistentes.
E estudos recentes parecem não deixar dúvida de que a vida moderna está tendo um impacto em nossos ossos. Há vários exemplos – como a aparição de uma protuberância na base do crânio de algumas pessoas, a percepção de que nossas mandíbulas estão ficando menores e a constatação de que os cotovelos de jovens alemães estão mais estreitos do que nunca.
Embora os esqueletos em exposição nos museus possam dar a impressão contrária, os ossos sob a nossa pele estão muito vivos — Foto: Getty Images via BBC
Um bom exemplo de osteobiografia é o mistério dos “homens fortes” de Guam e das Ilhas Marianas. Tudo começou com a descoberta de um esqueleto masculino na ilha de Tinian, a 2.560 km a leste das Filipinas, no Oceano Pacífico, em 1924.
Os restos mortais, datados do século 17 ou 18, eram gigantescos. E sugeriam que se tratava de um homem extraordinariamente forte e alto.
A descoberta alimentava as lendas locais sobre antigos governantes de proporções enormes, capazes de feitos heroicos. Não foi à toa que os arqueólogos chamaram o esqueleto de Taotao Tagga – “homem de Tagga” – em referência ao famoso líder mitológico da ilha, Taga, que era conhecido por sua força sobre-humana.
À medida que outras sepulturas foram descobertas, ficou claro que o homem de Tagga não era uma exceção. Tinian e as ilhas vizinhas haviam abrigado, de fato, uma população de homens extraordinariamente fortes. Mas de onde vinha essa força?
Por acaso, os restos mortais destes homens costumavam ser encontrados ao lado da resposta. No caso de Tagga, ele havia sido enterrado entre 12 imponentes pilares esculpidos em pedra, que originalmente teriam sustentado sua casa.
Um exame mais detalhado do seu esqueleto e dos outros revelou características ósseas semelhantes à da população do arquipélago de Tonga, no Pacífico Sul, onde as pessoas fazem muitos trabalhos braçais e construções em pedra.
Tonga, no Pacífico — Foto: CNES
A maior casa na ilha tinha pilares de 5 metros de altura, e cada um pesava quase 13 toneladas – aproximadamente o mesmo que dois elefantes africanos adultos.
Não se tratava então de uma misteriosa etnia de gigantes musculosos. Aqueles homens desenvolveram seus imponentes corpos trabalhando duro.
Se usarem no futuro uma técnica similar para analisar como as pessoas viviam em 2020, os cientistas também vão encontrar mudanças em nossos esqueletos que refletem nossos estilos de vida.
“Sou clínico-geral há 20 anos e, apenas na última década, observei que cada vez mais pacientes têm esse aumento no crânio“, diz David Shahar, pesquisador da Universidade de Sunshine Coast, na Austrália.
O nódulo ósseo em questão, também conhecido como “protuberância occipital externa”, é encontrado na parte inferior do crânio, logo acima do pescoço. Se você tiver um, é provável que consiga senti-lo com os dedos – ou, se for careca, pode até ser visível.
Até recentemente, esse tipo de protuberância era extremamente raro. Em 1885, quando o nódulo ósseo foi investigado pela primeira vez, o renomado cientista francês Paul Broca achou tão esquisito que sequer tinha um termo científico para tal.
Mas Shahar decidiu investigar. Com a ajuda de um colega, ele analisou mais de mil radiografias de crânios de indivíduos entre 18 e 86 anos – mediu eventuais protuberâncias e observou a postura de cada um deles.
O que os cientistas descobriram foi impressionante. A protuberância era muito mais comum do que eles imaginavam – principalmente entre os mais jovens. A pesquisa mostrou que uma em cada quatro pessoas entre 18 e 30 anos tinha o nódulo ósseo.
Shahar acredita que a presença cada vez maior desta protuberância se deve à tecnologia, particularmente à nossa obsessão por smartphones e tablets.
‘Pescoço tecnológico’
Uso excessivo de smartphones pode causar problemas graves na coluna e no pescoço — Foto: Reprodução
Quando nos debruçamos sobre esses dispositivos, erguemos o pescoço e inclinamos a cabeça para frente. E isso é problemático, uma vez que a nossa cabeça pesa em média cerca de 4,5 kg – quase o mesmo que uma melancia grande.
Quando estamos sentados com a postura ereta, a cabeça está em equilíbrio sobre a parte superior da nossa coluna vertebral. Mas, à medida que nos inclinamos para usar o celular, nosso pescoço precisa fazer um esforço maior. Os médicos chamam a dor associada a esse esforço de “text neck” (também conhecida como síndrome do pescoço de texto ou do pescoço tecnológico).
Shahar diz acreditar que os nódulos se formam porque a postura curvada gera uma pressão extra no local onde os músculos do pescoço se ligam ao crânio. E o corpo reage criando uma nova camada de osso, que ajuda o crânio a lidar com esta pressão extra e a distribuir o peso.
Uma das maiores surpresas para Shahar foi o tamanho das protuberâncias. Os nódulos maiores mediam cerca de 30 mm.
Evidentemente, a má postura não é uma invenção do século 21. Mas então por que nossos antepassados não desenvolveram protuberâncias no crânio ao se curvar para ler livros?
Uma possível explicação é que passamos muito mais tempo inclinados sobre nossos smartphones, do que uma pessoa passaria lendo.
Por exemplo, em 1973 os americanos liam em média cerca de duas horas por dia. Hoje, no entanto, passamos quase o dobro desse tempo no celular.
Curiosamente, os homens fortes das ilhas Mariana também tinham protuberâncias no crânio.
Acredita-se que seus nódulos ósseos tenham se desenvolvido por uma razão semelhante – para suportar o peso sobre os músculos do ombro e do pescoço. Esses homens teriam carregado muito peso, por meio de bastões sobre os ombros.
Shahar acredita que as protuberâncias modernas nunca desaparecerão. E, na visão dele, vão ficar cada vez maiores.
Segundo ele, é raro que causem complicações por si só. Se houver algum problema, provavelmente será causado por outras maneiras como o corpo compensa nossa postura curvada.
Na Alemanha, cientistas fizeram outra descoberta surpreendente: nossos cotovelos estão encolhendo. Christiane Scheffler, antropóloga da Universidade de Potsdam, estudava medidas corporais de crianças em idade escolar quando observou essa tendência.
Para medir exatamente o quanto seus esqueletos haviam mudado ao longo do tempo, Scheffler analisou quão forte (ou “ossudas”) as crianças eram entre 1999 e 2009. Para tal, calculou seu Índice de Estrutura, que é como a estatura se compara à largura dos cotovelos.
Em seguida, comparou os resultados com um estudo similar realizado 10 anos antes. A conclusão foi que os esqueletos das crianças estavam se tornando cada vez mais frágeis.
Scheffler pensou, a princípio, que a explicação poderia ser genética, mas é difícil de ver como o DNA de uma população pode mudar tanto em apenas 10 anos.
A segunda hipótese era que as crianças poderiam estar sofrendo de má nutrição, mas isso não é um problema na Alemanha.
A terceira explicação possível era que a juventude de hoje é muito mais sedentária.
Para descobrir, Scheffler conduziu um novo estudo – em parceria com alguns colegas desta vez – em que analisou os hábitos diários das crianças, que também usaram um contador de passos durante uma semana.
Os cientistas encontraram uma forte correlação entre a robustez dos esqueletos das crianças e o quanto caminhavam por dia.
É sabido que toda vez que usamos nossos músculos, ajudamos a aumentar a massa dos ossos que os sustentam.
“Se você usa os músculos repetidamente, isso gera mais tecido ósseo, que se traduz em ossos mais densos e com maior circunferência”, explica Scheffler.
Além disso, os cotovelos encolhidos das crianças parecem uma adaptação direta à vida moderna, já que não faz sentido cultivar ossos dos quais você não precisa.
Mas havia outra questão intrigante no resultado o estudo: caminhar era o único tipo de exercício que parecia ter algum impacto.
Scheffler acredita que isso se deve ao fato de que mesmo as crianças mais atléticas dedicam muito pouco tempo à prática de exercícios físicos.
“Não ajuda que sua mãe te leve de carro para praticar uma ou duas horas de exercício por semana”, diz ela.
E, embora não tenha sido estudado, é provável que a mesma regra se aplique aos adultos: não basta simplesmente ir à academia duas vezes por semana sem também caminhar longas distâncias.
“Porque nossa evolução indica que podemos caminhar quase 30 km por dia.”
A última surpresa escondida em nossos ossos pode ter centenas de anos, mas foi descoberta recentemente.
Em 2011, Noreen von Cramon-Taubadel, pesquisadora da Universidade Estadual de Nova York, nos EUA, estava estudando crânios. Como antropóloga, ela queria saber se era possível deduzir de onde um crânio vem apenas observando seu formato.
Para isso, ela mediu cuidadosamente crânios encontrados em museus de diferentes países para compará-los.
E descobriu que o formato da mandíbula não dependia tanto da genética, mas se a pessoa havia crescido em uma comunidade agrícola ou de caçadores-coletores.
Cramon-Taubadel acredita que o segredo da diferença nas mandíbulas está no quanto mastigamos à medida que crescemos.
“Se você pensar na ortodontia, a razão pela qual o tratamento é feito em adolescentes, é porque seus ossos ainda estão crescendo”, diz ela.
“Os ossos ainda são maleáveis nessa idade e respondem a diferentes pressões.”
Nas sociedades agrícolas, a comida é mais macia e pode ser ingerida sem necessidade de mastigar muito. E mastigar menos resulta em músculos mais fracos, o que significa que nossas mandíbulas não se desenvolvem de forma tão robusta.
É possível que a amamentação seja outro fator importante, uma vez que sua duração varia muito – e determina quando as crianças começam a mastigar alimentos mais sólidos.
Cramon-Taubadel afirma que o impacto da mastigação na mandíbula é bastante sutil a olho nu. É mais provável que se apresente nos dentes.
“Especialmente nas populações pós-industriais, é muito mais provável que haja problemas dentários – como dentes tortos ou desalinhados por falta de espaço” acrescenta.
“As pesquisas mostram que adotar uma dieta um pouco mais dura biomecanicamente, principalmente no caso de crianças, pode ser útil para neutralizar parte do desequilíbrio entre a maneira como nossos dentes crescem e se desenvolvem.”
Mas esta história tem uma reviravolta inesperada.
A mudanças nas nossas mandíbulas e dentes parecem ter tido um efeito inesperado e positivo na maneira como falamos.
Um estudo recente mostrou que, à medida que as sociedades descobriram a agricultura no período neolítico, há cerca de 12 mil anos, as mudanças na mandíbula podem ter permitido pronunciar novos sons, como de “v” e “f”.
Naquela época, os incisivos superiores (dentes superiores da frente) se encontravam exatamente sobre os inferiores, em vez de cobri-los como atualmente.
Para ter uma ideia de como era a mandíbula no período neolítico, empurre sua mandíbula inferior para frente, até os dentes inferiores tocarem os superiores, e tente dizer “filé” ou “Veneza”.
O que será que os arqueólogos do futuro vão encontrar quando examinarem nossos esqueletos de dentro de suas naves espaciais?
Se não tomarmos cuidado, nossos ossos podem revelar uma alimentação pouco saudável, níveis impressionantes de sedentarismo e uma dependência mórbida da tecnologia.
Na noite deste sábado (15/08) o Corpo de Bombeiros foi acionado via 193 para atender um incêndio em vegetação em área urbana. De imediato a viatura ABT 200 deslocou até o local e se deparou com uma grande área sendo queimada, sendo necessário solicitar apoio da viatura ABT 383 e caminhão pipa da prefeitura. Foi utilizado cerca de 10.000 mil litros de água para a completa extinção do incêndio. A guarnição retornou à base permanecendo em prontidão.
A Prefeitura de Sorriso entregou na tarde desta sexta-feira (14), a reforma e ampliação do Posto de Saúde da Família (PSF) do bairro Rota do Sol. A unidade de saúde estava com atendimento provisório em um espaço do Centro de Evento José Ari Riedi até a conclusão da revitalização. A partir de segunda-feira (17) os atendimentos já serão feitos na unidade revitalizada.
Em anexo ao PSF-Rota do Sol, e na fase final, está nova unidade onde será o PSF-Santa Clara, que deve ficar pronto nos próximos dias. Desde 2017 dois médicos atendem na unidade, mas com o aumento da demanda e o crescimento daquela região o espaço ficou pequeno, por isso a criação de uma nova unidade de saúde.
“Aqui foi todo modificado e revitalizado. Algumas partes foram ampliadas e outras construídas, para trazer mais comodidade no atendimento a população e no desenvolvimento dos trabalhos para nossos servidores, ” pontuou o secretário de Saúde e Saneamento, Luis Fábio Marchioro.
Ainda segundo o secretário, nos próximos dias dever ser entregue também a unidade em anexo.
“Já está pronta, apenas estamos fazendo ajustes finais para ser aberta oficialmente. O novo prédio recebeu cerca de R$ 1 milhão investimentos. O que esperamos é que com a diminuição da dos casos de Covid-19, possamos reativar todas as unidades que estão fechadas temporariamente e também abrir a USF- Santa Clara”, ressaltou Marchioro.
Visitaram a Unidade Saúde o prefeito municipal Ari Lafin, juntamente com os secretários e colaboradores, vereadores e presidente de bairro.
Um homem de 65 anos, morador de Sorriso entrou em uma enrascada ao comprar um imóvel, onde segundo o mesmo, uma mulher lhe procurou pedindo se tinha interesse em comprar o seu imóvel no bairro Rota do Sol.
No começo ele não se interessou mas acabou comprando pelo valor de 160 mil.
Ele fez vários depósitos e repassou cheques a proprietária até chegar ao valor, porem agora a mulher não quer assinar o contrato de compra e venda com o mesmo.
Ela inclusive se escondeu dentro da residência e depois ligou para a vitima dizendo que não iria assinar e que ele poderia procurar seus direitos, onde alegaria que seria amante do mesmo para justificar os depósitos.
Ainda que sejam bastante promissoras, não é certo que uma vacina para o novo coronavírus entre em circulação nos próximos meses. É por isso que cientistas de todo o mundo buscam alternativas para a proteção e o tratamento da Covid-19: drogas que entregam anticorpos são uma delas.
Ainda que uma vacina seja licenciada, pode demorar meses após a injeção para que o corpo consiga produzir resposta imunológica mais forte contra o vírus. Algumas drogas experimentais conseguem diminuir esse tempo e fornecem versões mais concentradas destas proteínas no corpo.
Elas entregam anticorpos prontos para combater o vírus imediatamente, sem a necessidade de ensinar o sistema imunológico como produzi-los. Esse processo tem se mostrado eficaz em estudos pré-clínicos, ou seja, em testes de laboratório e em animais.
Proteção induzida
Os anticorpos são proteínas que o corpo produz quando ocorre uma infecção; elas se ligam a um vírus e ajudam o organismo a eliminá-lo. As vacinas funcionam enganando o corpo, fazendo-o pensar que há uma infecção, e com isso, produzindo anticorpos que vão se lembrar do vírus quando ele aparecer.
Pesquisadora de Oxford faz análise da vacina desenvolvida para o coronavírus, em 25 de junho — Foto: John Cairns, University of Oxford via AP
“Uma vacina leva tempo para funcionar, para forçar o desenvolvimento de anticorpos. Mas quando você dá um anticorpo, você obtém proteção imediata”, disse Myron Cohen, virologista da Universidade da Carolina do Norte à Associated Press.
“Se pudermos gerá-los em grandes concentrações, em grandes tonéis em uma fábrica de anticorpos, podemos meio que contornar o sistema imunológico.” – Myron Cohen, virologista
Resultados mais recentes apontam que essas drogas, quando injetadas no corpo, conseguem durar pouco mais de um mês. Elas são capazes de dar uma imunidade rápida e temporária a pessoas com alto risco de infecção, como profissionais de saúde e cuidadores de pessoas com a Covid-19.
Elas são testadas também para tratamentos, ajudando o sistema imunológico a responder à infecção pelo coronavírus e até mesmo evitar o desenvolvimento de sintomas graves ou a morte. Marshall Lyon, pesquisador da Emory University, em Atlanta (EUA), disse acreditar que seja possível proteger pacientes em estágio inicial da doença.
Médicos trabalham na recuperação de pacientes internados com coronavírus na UTI do hospital Emílio Ribas, região central de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (14). — Foto: Bruno Rocha/Estadão Conteúdo
Apostas ‘promissoras’
A médica Janet Woodcock, da agência norte-americana de regulamentação de drogas e alimentos (FDA da sigla em inglês), disse que os medicamentos com anticorpos são “muito promissores” e, ao contrário das vacinas, podem estar disponíveis “em breve”.
A farmacêutica Eli Lilly já começou a fabricar seu medicamento com anticorpos, apostando que os estudos em andamento darão resultados positivos. Outra empresa, a Regeneron Pharmaceuticals Inc., – conhecida por fazer um coquetel de anticorpos contra o Ebola – testa um para o coronavírus.
A droga da Regeneron usa dois anticorpos para aumentar suas chances de funcionar, mesmo se o vírus evoluir e conseguir escapar da ação de um deles, enquanto que a Lilly testa dois medicamentos diferentes que usam um mesmo anticorpo.
O que poderia dar errado?
Os anticorpos podem não atingir todos os locais do corpo onde precisam atuar, como no fundo dos pulmões. Todas as drogas de anticorpos devem seguir seu caminho através da corrente sanguínea para onde quer que sejam necessárias.
O vírus pode sofrer mutação capaz de evitar o anticorpo – razão pela qual o Regeneron está testando uma combinação de dois anticorpos que se liga ao vírus em locais diferentes para ajudar a prevenir sua fuga.
Os anticorpos podem não durar o suficiente. Se eles deixarem de existir dentro de um mês, pode funcionar para o tratamento, uma vez que a Covid-19 geralmente desaparece nesse período. Mas, para prevenção, pode não ser tão eficaz.
O Brasil tem 106.574 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h deste sábado (15), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.
Na sexta-feira (14), às 20h, o balanço indicou:106.571 mortes, 1.007 em 24 horas. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 981 óbitos, uma variação de -4% em relação aos dados registrados em 14 dias.
Sobre os infectados, eram 3.278.895 brasileiros com o novo coronavírus, 549.274 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 44.547 por dia, uma variação de 0% em relação aos casos registrados em 14 dias.
Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 981 por dia (variação em 14 dias: -4%)
Total de casos confirmados: 3.278.895
Registro de casos confirmados em 24 horas: 49.274
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 44.547 por dia (variação em 14 dias: 0%)
(Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou dois boletins parciais, às 8h, com 105.615 mortes e 3.230.436 casos; e às 13h, com 105.791 mortes e 3.238.216 casos confirmados.)
Estados
Subindo: SC, MG, AM e TO.
Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente: PR, RS, SP, DF, GO, MS, AP, PA, RO, BA, PB, PI e SE.
Em queda: ES, RJ, MT, AC, RR, AL, CE, MA , PE e RN.
Na noite desta sexta feira(14/08), um incêndio de causas desconhecidas consumiu todos os equipamentos e o próprio prédio do Centro de Reabilitação Renascer.
O prédio era locado e foi construído com material tipo ferro e isopor ( especie de sanduíche dos material), onde acabou sendo totalmente queimado.
Na semana passada já houve um princípio de incêndio no local, porém foi apenas uma máquina que superaqueceu.
Desta vez as proporções foram maiores e ainda as causas são desconhecidas.
Incêndio destrói grande lavoura de algodão — Foto: Divulgação
Dois incêndios registrados nesta sexta-feira (14) no interior do estado destruíram plantações de algodão e o maquinário de uma das fazendas atingidas. Um deles no Distrito de Deciolândia, em Diamantino, e outro, em Sapezal.
Sobre o incêndio em Sapezal, o Corpo de Bombeiros informou que uma equipe de Campo Novo do Parecis está se deslocando para o local. Uma aeronave particular de pequeno porte está dando apoio no combate ao fogo.
Ainda não se sabe como teria começado o incêndio e o valor do prejuízo. No entanto, estima-se que as perdas são milionárias.
Maquinário destruído na Fazenda Terra Santa, em Diamantino (MT) — Foto: Divulgação
Em Deciolândia, o vento fez que as chamas se espalhassem rapidamente pelas lavouras de algodão da Fazenda Terra Santa. No local, o fogo também destruiu um trator.
Funcionários de outras fazendas próximas da região deram apoio no combate às chamas usando caminhões-pipa.
Fardos de algodão já colhidos foram destruídos pelo fogo na Fazenda Três Lagoas em Sapezal (MT) — Foto: Divulgação
O outro incêndio ocorreu na Fazenda Três Lagoas, em Sapezal. Além das lavouras, o fogo destruiu fardos de algodão já colhidos.
Os próprios funcionários tentam controlar as chamas até a chegada do Corpo de Bombeiros do município vizinho, Campo Novo. Não há informações sobre o tamanho da área já destruída.
Queimadas em MT
De 1º a 10 de agosto, foram 11.770 focos de calor em MT, sendo que 81,5% em propriedades particulares
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) informou que já foram arrecadados R$ 16 milhões por crimes ambientais (flora, fauna e empreendimentos), de janeiro a julho deste ano.
Até julho de 2020, segundo a secretaria, foram aplicados R$ 14,6 milhões em multas por queimadas, em Mato Grosso.
O Brasil, maior exportador global de carne de frango, responde por cerca de 20% das importações do produto das Filipinas. De janeiro a julho, o país vendeu US$ 31,4 milhões aos filipinos, cerca de 50,3 mil toneladas, o que representa cerca de 2% das exportações brasileiras no período.
“Com os relatórios recentes da China e em conformidade com a Lei de Segurança Alimentar do país para regulamentar os operadores de empresas de alimentos e proteger os consumidores filipinos, é imposta a proibição temporária da importação de carne de frango”, disse o Departamento de Agricultura em um comunicado enviado à agência Reuters.
O governo filipino não disse por quanto tempo a proibição seria aplicada.
O Departamento de Agricultura das Filipinas garantiu ao público, no entanto, que os produtos de frango atualmente no mercado local são seguros para o consumo.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa frigoríficos, disse em nota que ainda não foi informada oficialmente sobre eventual suspensão das exportações brasileiras de aves para as Filipinas.
“Se confirmada, a ABPA apoiará o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para a apresentação dos esclarecimentos, já que se trataria de uma decisão sem fundamentação técnico-científica e pendente de esclarecimentos e demonstrações”, acrescentou.
A ABPA também ressaltou que não há evidências científicas de que a carne seja transmissora do vírus, conforme ressaltam a OMS, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“Ao mesmo tempo, o setor exportador brasileiro reitera que todas as medidas para proteção dos trabalhadores e a garantia da inocuidade dos produtos foram adotadas e aprimoradas ao longo dos últimos meses, desde o início da pandemia global.”
“Ainda não está claro em que momento houve a eventual contaminação da embalagem, e se ocorreu durante o processo de transporte de exportação”, aponta o comunicado da associação.
A Aurora disse na véspera não ter sido formalmente notificada pelas autoridades chinesas sobre a suposta contaminação, alertando que se trata “apenas de fato originário de notícia veiculada em imprensa local daquele país asiático, sem qualquer confirmação oficial por parte da autoridade pública nacional da China”.
A empresa afirmou que toma todas as medidas possíveis para prevenir a propagação do coronavírus e que não há evidências de que o coronavírus seja transmitido através dos alimentos.