Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 8 de setembro
O Brasil tem 127.004 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta terça-feira (8), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.
Desde o balanço das 20h de segunda-feira (7), dois estados atualizaram seus dados: GO e RR.
Veja os números consolidados:
- 127.004 mortes confirmadas
- 4.147.697 casos confirmados
Na segunda-feira, às 20h, o balanço indicou: 127.001 mortes confirmadas, 315 em 24 horas. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 784 óbitos, uma variação de -17% em relação aos dados registrados em 14 dias.
Depois de sábado (5), esta é a segunda vez que a média móvel de mortes aparece com tendência de queda desde 5 de junho. Pelos critérios do consórcio, variações de até 15%, para mais ou para menos, são considerados estabilidade. Entenda os critérios.
Em casos confirmados, eram 4.147.598 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 9.992 desses confirmados nesta segunda. A média móvel de casos foi de 33.814 por dia, uma variação de -10% em relação aos casos registrados em 14 dias.
- MÉDIA MÓVEL: veja como estão os casos e mortes no seu estado
- PANDEMIA NAS CIDADES: consulte casos e mortes em cada município do Brasil
Brasil, 7 de setembro
Dois estados apresentam alta de mortes: AM e RR. Em relação a domingo (6), ES, DF, GO, MT e RO estavam com o número de mortes estáveis, segundo a média móvel, e agora estão em queda. RR aparecia estável e agora está subindo. No AM, ainda há reflexo da reclassificação de mortes de meses anteriores, das quais mais de 200 foram divulgadas com Covid como causa nas últimas semanas.
Veja a situação dos estados:
- Subindo (2 estados): AM e RR
- Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (8 estados): PR, RS, MG, SP, MS, PA, TO e CE.
- Em queda (17 estados): SC, ES, RJ, DF, GO, MT, AC, AP, RO, AL, BA, MA, PB, PE, PI, RN e SE.
Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).
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Estados com tendência de alta no número de mortes por Covid-19 — Foto: Arte G1
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Estados com tendência de estabilidade no número de mortes por Covid-19 — Foto: Arte G1
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Estados com tendência de queda no número de mortes por Covid-19 — Foto: Arte G1
Sul
- PR: +5%
- RS: -5%
- SC: -30%
Sudeste
- ES: -16%
- MG: -5%
- RJ: -37%
- SP: -15%
Centro-Oeste
- DF: -18%
- GO: -19%
- MS: -2%
- MT: -23%
Norte
- AC: -29%
- AM: +213%
- AP: -48%
- PA: +13%
- RO: -36%
- RR: 38%
- TO: +3%
Nordeste
FGTS emergencial: Caixa paga trabalhadores nascidos em outubro nesta terça; veja calendário
A Caixa Econômica Federal libera nesta terça-feira (8) o crédito dos novos saques do FGTS para os trabalhadores nascidos em outubro. Os pagamentos serão feitos em poupança social digital da Caixa e, em um primeiro momento, os recursos estarão disponíveis apenas para pagamentos e compras por meio de cartão de débito virtual.
O saque em espécie ou transferências, também dos aniversariantes de outubro, estarão liberados a partir de 31 de outubro (veja o calendário completo mais abaixo).
Liberação
Essa nova liberação do saque do FGTS se deu por meio de uma medida provisória, em razão da pandemia do novo coronavírus, que afetou as atividades econômicas e a renda dos trabalhadores.
A MP, no entanto, perdeu a validade no início de agosto, depois que o Congresso deixou de votar a medida no tempo previsto. A Caixa informou, no entanto, que vai manter o calendário de pagamentos. Segundo o Ministério da Economia, um decreto deve ser editado disciplinando a produção dos efeitos.
Para evitar aglomerações nas agências, a Caixa fixou datas diferentes para a liberação do crédito em conta e para o saque em espécie ou transferência dos valores. O calendário considera o mês de nascimento do trabalhador. Veja as datas a seguir:
Calendário saque emergencial FGTS
| Mês de nascimento | Crédito em conta | Saque ou transferência |
| Janeiro | 29 de junho | 25 de julho |
| Fevereiro | 6 de julho | 8 de agosto |
| Março | 13 de julho | 22 de agosto |
| Abril | 20 de julho | 5 de setembro |
| Maio | 27 de julho | 19 de setembro |
| Junho | 3 de agosto | 3 de outubro |
| Julho | 10 de agosto | 17 de outubro |
| Agosto | 24 de agosto | 17 de outubro |
| Setembro | 31 de agosto | 31 de outubro |
| Outubro | 8 de setembro | 31 de outubro |
| Novembro | 14 de setembro | 14 de novembro |
| Dezembro | 21 de setembro | 14 de novembro |
Valor dos saques
Terão direito aos saques os trabalhadores que tenham contas ativas (do emprego atual) ou inativas (de empregos anteriores) do FGTS. Cada trabalhador poderá sacar até R$ 1.045. Se o trabalhador tiver mais de uma conta de FGTS, o saque será feito primeiro das contas de contratos de trabalho extintos (inativas), iniciando pela conta que tiver o menor saldo.
Depois, o dinheiro será sacado das demais contas, também iniciando pela que tiver o menor saldo. Independentemente do número de contas do trabalhador, o valor não pode passar de R$ 1.045. Assim, ninguém poderá tirar mais do que esse valor, ainda que tenha duas ou três contas com saldos superiores a essa quantia.
A previsão é que a operação movimentará durante todo o calendário mais de R$ 37,8 bilhões para aproximadamente 60 milhões de trabalhadores.
Poupança digital
A movimentação do valor do saque emergencial poderá, inicialmente, ser realizada somente por meio digital com o uso do aplicativo Caixa Tem, sem custo.
Logo após o crédito dos valores, será possível realizar compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos com o cartão de débito virtual e QR Code. O trabalhador também poderá realizar o pagamento de contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral.
A conta poupança social digital é uma poupança simplificada, sem tarifas de manutenção, com limite mensal de movimentação de R$ 5 mil.
A partir da data de disponibilização dos recursos para saque ou transferência, os trabalhadores poderão transferir os recursos para contas em qualquer banco, sem custos, ou realizar o saque em espécie nos terminais de autoatendimento da Caixa e casas lotéricas.
Consulta de saldo e informações de saque
A Caixa disponibilizou os seguintes canais de atendimento para o saque emergencial FGTS:
Site fgts.caixa.gov.br:
- Consultar o valor do saque;
- Consultar a data em que o recurso será creditado na poupança social digital, conforme calendário;
- Informar que não deseja receber o valor do saque;
- Solicitar o desfazimento do crédito feito na poupança social digital.
Central de Atendimento CAIXA 111, opção 2:
- Consultar o valor do saque;
- Consultar a data em que o recurso será creditado na poupança social digital, conforme calendário.
- Consultar o valor do saque;
- Consultar a data em que o recurso será creditado na poupança social digital, conforme calendário;
- Informar que não deseja receber o valor do saque;
- Solicitar o desfazimento do crédito feito na poupança social digital.
APP FGTS
– Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares Android
– Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares iOS (Apple)
- Consultar o valor do saque;
- Consultar a data em que o recurso será creditado na poupança social digital, conforme calendário;
- Informar que não deseja receber o valor do saque;
- Solicitar o desfazimento do crédito efetuado na poupança social digital.
Cancelamento e desfazimento do crédito automático
Se o trabalhador não quiser receber o saque emergencial, pode informar essa opção pelo App FGTS com pelo menos 10 dias antes da data prevista para o crédito na poupança social digital, conforme o calendário.
Após o crédito dos valores na conta poupança social digital, o trabalhador poderá solicitar o seu desfazimento. Os valores retornarão à conta do FGTS devidamente corrigidos, sem prejuízo ao trabalhador. A solicitação de desfazimento do crédito do saque emergencial não pode ser desfeita.
Caso não haja movimentação na conta poupança social digital até 30 de novembro, o valor será devolvido à conta FGTS com a devida remuneração do período, sem nenhum prejuízo ao trabalhador. Se após esse prazo o trabalhador decidir fazer o saque emergencial, poderá solicitar pelo App FGTS até 31 de dezembro.
Clima e pandemia elevam preços de hortifrúti em mais de 80% em Mato Grosso, diz Seaf
Há três meses o preço do arroz vem subindo e chegou a 64%, alta que em agosto fez o valor da cesta básica de alimentos disparar em Mato Grosso. Porém, o cereal bastante presente na mesa dos mato-grossenses não foi o único item alimentício a ficar mais caro.
Conforme levantamento realizado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), diversos itens hortifrutigranjeiros comercializados no atacado em Cuiabá e Várzea Grande sofreram alta desde o início da pandemia. O percentual de aumento chega a ser superior a 80%, em um intervalo de seis meses, contando da primeira semana de março a primeira semana de setembro.
A maior alta foi detectada no preço do limão tahiti, que subiu 186%, passando de R$ 35 para R$ 100, a saca de 22kg.
Em seguida aparecem a pimenta-de-cheiro, com aumento de 116%, e o quiabo com 115%. Esse último item custava em março R$ 28 a caixa com 14kg. Esta semana, essa mesma quantidade é vendida a R$ 60. Já o preço da pimenta-de-cheiro passou de R$ 60 para R$ 130, a caixa com 8kg.
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O limão tahiti vendido em Mato Grosso está sendo trazido de São Paulo — Foto: Lucas Diego- Assessoria Seaf
Segundo o permissionário da Central de Abastecimento de Cuiabá, que abastece o comércio atacadista e varejista de hortifrutigranjeiros da capital e interior, José Luiz Fugiwara, a explicação para o aumento significativo se deve ao clima e a baixa produção local.
Ele diz que o estado está tendo de trazer produtos de outros estados, como por exemplo o limão que está vindo de São Paulo. A produção regional está enfrentando esse período de más condições climáticas e não tem dado conta de atender o mercado interno.
Aliado a isso, a demanda por esses produtos não recuou em outros estados e aqui no período de pandemia, e por isso os preços não recuaram.
Abóbora cabotiá, milho verde e a mandioca são também outros itens com preço elevado nos últimos dias. A mandioca e a abóbora subiram 80%. De R$ 25, a abóbora saltou para 45, o saco com 20kg.
A mandioca hoje custa R$ 90 o saco com 50 kg, sendo que em março era vendida a R$ 50. O saco com 45kg de milho verde aumentou 60% ao passar a ser vendido a R$ 80 ao invés de R$ 50.
De acordo com o coordenador de Acesso aos Mercados da Seaf, Eduardo Duarte, a falta de chuvas, a baixa umidade e a diminuição da produtividade são as causas para os aumentos de valores dos produtos hortifrutigranjeiros.
Além desses fatores, com o fechamento das feiras livre no final de março por conta da pandemia, muitos produtores familiares diminuíram a produção por não terem onde comercializar. Com isso reflexo dessa paralisação está repercutindo agora.
Apenas dois itens reduziram de preço no intervalo de seis meses. O tomate e o repolho. Esse último a caixa com 25kg reduziu 50%, ao ser vendido por R$ 20 ao invés de R$ 40 como no passado.
Já a caixa com 20kg do tomate, cujo preço oscilou nesse período, está atualmente R$ 45, custando 44% a menos quando era vendido a R$ 80.
Fonte: G1MT















