A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu manter a prisão preventiva da empresária Lara Fábia Ribeiro de Oliveira, proprietária da academia Extreme Crossbox, em Sorriso (MT). Ela é acusada de participar do sequestro e tortura de um casal e de um bebê de apenas 28 dias de vida, crime ocorrido em julho deste ano.
De acordo com a denúncia, o ataque teria sido motivado por uma disputa trabalhista envolvendo uma ex-funcionária da academia, a quem Lara devia cerca de R$ 25 mil. A empresária e outros seis suspeitos teriam planejado o crime para forçar a vítima a desistir da ação judicial.
O caso foi julgado no último dia 3. O relator, desembargador Juvenal Pereira da Silva, negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da empresária e dos demais acusados. Mesmo com o pedido de vista do magistrado Lídio Modesto, que adiou a conclusão formal do julgamento, o desembargador Paulo Sérgio Carreira acompanhou o voto do relator, formando maioria pela manutenção da prisão.
Segundo o Ministério Público, Lara teria atuado à distância, orientando os comparsas por telefone enquanto as vítimas eram mantidas reféns e torturadas. Durante o cativeiro, o casal e o bebê foram ameaçados de morte e de serem queimados vivos.
“Durante a sessão de tortura, os agressores exigiam que a ex-funcionária retirasse o processo trabalhista, afirmando que ela não receberia ‘dinheiro de graça’”, destaca trecho dos autos.
Entre os demais acusados estão Anderley Vieira da Silva, Atilla Jeremias de Sousa, Cleomar Aparecido, Valmir de Oliveira, José Carlos de Oliveira Guimarães Júnior e Leonardo Luis Nunes Bernazzolli. O namorado da empresária, Guilherme de Almeida Iung, chegou a ser preso, mas foi posteriormente liberado pela Justiça.
As investigações apontam que, após serem torturados, o casal e a criança foram colocados no carro da própria família e levados sob ameaça por dois dos sequestradores. As vítimas foram libertadas após horas de terror.
A empresária e os demais acusados seguem presos preventivamente enquanto o processo tramita na Justiça.

