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Justiça autoriza recuperação judicial de grupo varejista em Sinop com dívidas de R$ 14,6 milhões

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A 4ª Vara Cível de Sinop autorizou o início do processo de recuperação judicial de um grupo empresarial do setor varejista, que atua principalmente no comércio de tintas, materiais de construção, eletrodomésticos, móveis e equipamentos elétricos. A organização acumula um passivo total de R$ 14,6 milhões, conforme consta nos autos.

No pedido apresentado à Justiça, o grupo atribui a crise econômico-financeira a uma série de fatores, entre eles a queda no faturamento, o acúmulo de dívidas de curto e médio prazo, os impactos da pandemia da Covid-19, a elevação das taxas de juros, a restrição de crédito no mercado e o aumento dos custos de insumos. Também é citada a paralisação logística em rodovias brasileiras após as eleições de 2022, que teria comprometido o abastecimento e a operação das lojas.

Segundo o processo, as atividades da empresa abrangem os segmentos de tintas, materiais de construção, materiais elétricos, ferramentas, móveis, eletrodomésticos, informática, telefonia e itens de escritório, o que amplia a exposição do grupo a oscilações econômicas e logísticas.

Com a decisão judicial, a empresa terá o prazo de até 60 dias para apresentar seu plano de recuperação, detalhando como pretende pagar as dívidas, com prazos e possíveis descontos aos credores. Além disso, poderá obter um período de até 360 dias de suspensão das ações de cobrança, referente aos créditos incluídos no processo.

Os valores devidos estão distribuídos entre diferentes classes de credores. Os créditos trabalhistas somam pouco mais de R$ 70 mil, sendo o menor valor individual de R$ 66,8 mil. Já os créditos com garantia real ultrapassam R$ 2,3 milhões, com valores individuais que variam de cerca de R$ 170 mil a R$ 1,37 milhão.

A maior parte da dívida está concentrada nos créditos quirografários, que somam mais de R$ 12,1 milhões. Nessa categoria, os valores variam significativamente, com débitos que vão desde R$ 132,00, no menor registro, até aproximadamente R$ 4,8 milhões, no maior. Há ainda uma pequena parcela referente a micro e pequenas empresas, com valor próximo de R$ 13,4 mil.

O processo seguirá agora para as próximas fases, incluindo a análise do plano de recuperação e a manifestação dos credores, enquanto a Justiça acompanha a viabilidade econômica da reorganização do grupo.