A Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público contra um investigador da Polícia Civil acusado de abusar sexualmente de uma mulher custodiada na Delegacia de Sorriso. O caso teria ocorrido entre os dias 9 e 10 de dezembro do ano passado e o servidor, identificado pelas iniciais M.B.S., de 52 anos, foi preso no dia 1º de fevereiro.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!De acordo com a investigação, a vítima estava detida na unidade policial quando foi retirada da cela pelo agente e levada para um cômodo isolado. No local, teriam ocorrido sucessivos abusos. A denúncia aponta ainda que o policial utilizava ameaças para impedir que a mulher relatasse os fatos, inclusive contra familiares.
Laudos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmaram a ocorrência de violência sexual. Exames periciais realizados em Sorriso e posteriormente em Cuiabá identificaram material genético do investigado em amostras biológicas coletadas da vítima, corroborando a acusação.
Inicialmente, o servidor negou o crime e alegou que apenas retirava a detenta da cela para que pudesse tomar banho devido às condições do local. Contudo, os resultados laboratoriais contrariaram a versão apresentada.
Segundo o Ministério Público, o investigado teria se aproveitado da função pública e da condição de vulnerabilidade da mulher, que estava sob custódia do Estado. A promotoria também apontou abuso de autoridade e violação de dever funcional.
A defesa ingressou com pedido de liberdade alegando problemas de saúde, como diabetes, hipertensão e histórico de tuberculose, porém o Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou o recurso e manteve a prisão preventiva. Conforme a decisão, não ficou comprovada impossibilidade de tratamento médico no sistema prisional.
