Início Geral Explosão de resgates: Sorriso lidera ocorrências com animais silvestres em MT

Explosão de resgates: Sorriso lidera ocorrências com animais silvestres em MT

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O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso registrou um cenário cada vez mais comum no estado: animais silvestres circulando pelo meio urbano. Entre janeiro e outubro de 2025, mais de 1,9 mil resgates foram realizados, e Sorriso aparece novamente como o município com maior número de ocorrências 226 no total, número que mantém a cidade no topo pelo segundo ano consecutivo.

O aumento dos registros acompanha a expansão urbana e as mudanças climáticas. Só em 2025, janeiro abriu o ano com 249 chamados, seguido por março (231) e outubro (219). A comparação com 2024 mostra o mesmo comportamento: meses de clima mais seco e quente acumulam mais ocorrências, enquanto julho segue sendo o período de menor demanda.

Segundo o major Felipe Mançano Saboia, da diretoria operacional da corporação, grande parte dos atendimentos envolve animais que acabam entrando em casas, estabelecimentos comerciais ou circulando em espaços públicos. “É comum encontrarmos serpentes e aves que se deslocam para áreas urbanas em busca de abrigo ou alimento. Em períodos de estiagem, isso se intensifica”, explica.

O episódio mais marcante de 2025, em Sorriso, aconteceu em 28 de outubro, quando uma sucuri de mais de 4 metros apareceu no Parque Municipal, assustando frequentadores. Temendo ataques ou até que alguém tentasse ferir o animal, os Bombeiros foram acionados e realizaram o resgate. A cobra foi capturada com segurança e levada para uma área preservada, longe do movimento urbano. O caso ganhou repercussão devido ao tamanho do animal e à proximidade com uma área bastante frequentada.

A corporação reforça que a população não deve tentar capturar ou afastar animais por conta própria. Serpentes, aves de grande porte e outros animais podem reagir de forma imprevisível quando se sentem ameaçados. O correto é acionar o 193 e aguardar a chegada de profissionais treinados. Para os Bombeiros, a convivência segura com a fauna exige informação, prevenção e respeito aos animais que ainda dividem espaço com o avanço das cidades.