Reyvan da Silva Carvalho, de 30 anos, foi preso na tarde desta sexta-feira (29) dentro do campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. Ele é apontado como o autor do estupro e assassinato de Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, encontrado em uma área desativada da instituição em julho. Segundo a Polícia Civil, Reyvan já possui passagens por outros três estupros e um feminicídio, sempre tendo como alvo mulheres em situação de vulnerabilidade.
De acordo com o delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o suspeito foi localizado no mesmo local onde ocorreu o crime contra Solange, o que reforça a suspeita de que aguardava a oportunidade de atacar uma nova vítima. As investigações mostram que Reyvan agia sozinho, geralmente armado com uma faca, e uma de suas vítimas chegou a estar grávida de seis meses no momento da violência.
A confirmação da autoria só foi possível graças ao exame de DNA realizado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Amostras coletadas do corpo de Solange e de uma bituca de cigarro encontrada no local do crime revelaram que o mesmo homem também foi responsável por três ataques anteriores, registrados em 2020, 2021 e 2022, em diferentes bairros de Cuiabá. Entre os casos está o feminicídio de Marinalva Soares da Silva, de 39 anos, morta em dezembro de 2020 no bairro Parque Ohara.
Mesmo diante das provas periciais, Reyvan chorou ao chegar à DHPP e negou os crimes. A Justiça decretou sua prisão temporária, fundamentada nas diligências da Polícia Civil e nos laudos da Politec. Segundo o delegado, o perfil do criminoso é de um predador sexual que busca mulheres indefesas. “Ele ataca vítimas vulneráveis, como Solange, diagnosticada com esquizofrenia, e uma gestante. Quando não consegue consumar o estupro, acaba matando”, explicou Bruno Abreu.
Após o interrogatório, Reyvan foi encaminhado para audiência de custódia e permanece à disposição da Justiça. A polícia ainda investiga se há mais vítimas atribuídas a ele e busca esclarecer a dinâmica de cada crime. Para o delegado, a prisão representa um passo importante na proteção de mulheres em Cuiabá, já que o suspeito apresenta comportamento de estuprador em série e poderia voltar a atacar a qualquer momento.
