Mais do que concreto, asfalto e viadutos, a duplicação da BR-163 representa uma transformação profunda na vida de quem vive, produz e circula pelo Norte de Mato Grosso. Com a entrega de mais 130 quilômetros de pista duplicada e quatro viadutos, o Governo do Estado e a concessionária Nova Rota do Oeste avançam em uma das obras de infraestrutura mais aguardadas da história recente da região.
A Expedição 163, realizada nesta quinta-feira (18), percorreu o trecho entre Sinop e Nova Mutum, passando por áreas que durante décadas foram marcadas por congestionamentos, acidentes e prejuízos logísticos. A comitiva, liderada pelo governador Mauro Mendes, acompanhou de perto os pontos já concluídos e as frentes de obra que seguem em andamento, encerrando o trajeto com cerimônia oficial em Nova Mutum.
Para o prefeito de Sorriso, Alei Fernandes, a duplicação vai muito além de uma entrega física. Ela representa segurança para quem trafega diariamente pela rodovia e competitividade para uma região que depende da BR-163 para o escoamento da produção agrícola e o abastecimento dos centros urbanos. “Estamos falando de vidas preservadas, de menos acidentes e de mais eficiência para quem produz e gera emprego”, destacou.
Os números reforçam a dimensão da obra. São oito contratos de duplicação, que somam R$ 4,1 bilhões em investimentos, totalizando 260 quilômetros já entregues. Segundo o governo estadual e a concessionária, este é o maior volume de obras concluídas em uma rodovia federal no Brasil em 2025, colocando Mato Grosso como referência nacional em infraestrutura rodoviária.
Além do impacto econômico, a duplicação também muda a dinâmica social da região. O fluxo mais seguro e ágil reduz o tempo de deslocamento, melhora o acesso a serviços de saúde, educação e comércio, e fortalece a integração entre os municípios do eixo da BR-163, como Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum.
A Expedição 163 reuniu autoridades estaduais, representantes da ANTT, do BNDES, da Nova Rota do Oeste e lideranças políticas e comunitárias, simbolizando um esforço conjunto para superar um gargalo histórico. Para quem vive às margens da rodovia, a duplicação deixa de ser promessa e passa a fazer parte do cotidiano, abrindo caminho para um novo ciclo de desenvolvimento no Norte de Mato Grosso.
