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Defesa de Bolsonaro pede exames hospitalares após relato de queda em cela; STF aguarda esclarecimentos

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foto: VINÍCIUS SCHMIDT

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para a realização de exames médicos em ambiente hospitalar, após o político relatar uma queda dentro da cela durante a madrugada. O pedido prevê a condução ao Hospital DF Star, em Brasília.

Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes afirmou não haver, até o momento, necessidade de remoção imediata. O magistrado requisitou informações detalhadas sobre quais exames seriam realizados e solicitou o laudo médico produzido pela Polícia Federal (PF).

Na petição, os advogados anexaram solicitação de médicos que acompanham Bolsonaro, apontando “quadro clínico compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada a queda, crise convulsiva a esclarecer, oscilação transitória de memória e lesão cortante em região temporal direita”. Os profissionais recomendam, de forma expressa, tomografia computadorizada e ressonância magnética do crânio, além de eletroencefalograma.

Segundo a defesa, os exames seriam “essenciais para adequada avaliação neurológica” e deveriam ocorrer em hospital especializado, com o objetivo de afastar risco de agravamento do quadro e prevenir possíveis complicações.

Em nota divulgada na tarde desta terça-feira (6), a PF informou que foram constatados apenas ferimentos leves e que o médico da instituição “não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”. Com base nesse comunicado, Moraes destacou que, por ora, não há indicação de remoção imediata do custodiado e pediu a relação dos exames para avaliar se podem ser realizados na própria unidade prisional. Bolsonaro cumpre pena na Superintendência da PF em Brasília.

O episódio foi mencionado publicamente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou nas redes sociais que o ex-presidente “não está bem” e teria batido a cabeça após uma “crise” enquanto dormia.

O STF aguarda as informações complementares para decidir sobre a eventual autorização de exames fora do sistema prisional.