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CPI contra ministros do STF ganha apoio dos três senadores de Mato Grosso

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Os três senadores de Mato Grosso — Jayme Campos (União Brasil), Margareth Buzetti (PP) e Wellington Fagundes (PL) assinaram o requerimento que pede a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades relacionadas ao caso do Banco Master. A proposta foi apresentada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e já conta com 35 assinaturas, superando o mínimo de 27 apoios necessários para protocolar o pedido no Senado.

A CPI pretende apurar supostos fatos que envolvem os ministros do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, após questionamentos surgirem durante investigações relacionadas ao banco. O tema ganhou repercussão nacional e mobilizou principalmente parlamentares da oposição, que defendem maior transparência e esclarecimento público sobre os fatos.

Em nota, o senador Jayme Campos afirmou que assinou o requerimento “em defesa da transparência e da ética pública”, ressaltando que o Parlamento tem a responsabilidade de investigar situações que levantem dúvidas sobre a atuação de autoridades. Já a senadora Margareth Buzetti declarou nas redes sociais que a sociedade tem direito de conhecer todos os detalhes do caso. “Ninguém está acima da lei. Se não querem pautar impeachment de ministro, que ao menos seja instalada uma CPI para esclarecer os fatos”, afirmou.

Entre os pontos citados no requerimento estão questionamentos envolvendo o ministro Dias Toffoli, relacionados à venda de um resort para o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O documento também menciona uma viagem realizada por Toffoli ao Peru em 2025, no mesmo avião em que estaria um advogado ligado à defesa do empresário investigado.

No caso do ministro Alexandre de Moraes, o pedido de investigação menciona a contratação de sua esposa, a advogada Viviane Barci, para representar judicialmente o banco em um contrato que teria alcançado cerca de R$ 129 milhões. A decisão sobre a instalação ou não da CPI caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, responsável por fazer a leitura oficial do requerimento em plenário. O autor da proposta, Alessandro Vieira, afirmou que a iniciativa não se trata de retaliação política, mas de um instrumento para garantir que fatos considerados graves sejam devidamente apurados pelo Congresso Nacional.