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Contador de Sorriso é apontado como mentor de esquema milionário desmantelado pela Polícia Civil

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O crescimento patrimonial “exorbitante” do contador E. C. M. C. do N. foi o ponto de partida para as investigações que culminaram na Operação Domínio Fantasma, deflagrada nesta terça-feira (11) pela Polícia Civil em Sorriso e Cuiabá. O profissional é apontado como o mentor intelectual de um esquema milionário de fraudes digitais e lavagem de dinheiro, que teria enganado consumidores em todo o país.

De acordo com o delegado G. F., responsável pela operação, o número de vítimas é incalculável. O contador teve prisão preventiva decretada e foi detido durante o cumprimento dos mandados.

“Ele era a parte pensante do grupo. Criava as empresas, divulgava os falsos serviços nas redes sociais e atraía novas vítimas com promessas de negócios digitais. Estamos, inclusive, cumprindo a ordem de remoção dos perfis que ele utilizava para aplicar os golpes”, explicou o delegado em coletiva de imprensa.

As investigações apontam que E. C. M. C. do N. utilizava seus conhecimentos técnicos para abrir centenas de CNPJs em nome de laranjas, geralmente jovens de baixa renda de outros estados, e criar lojas virtuais falsas nos segmentos de roupas, brinquedos e cosméticos. Os consumidores faziam as compras, mas os produtos nunca eram entregues.

Conforme a Polícia Civil, o esquema movimentou cerca de R$ 5 milhões. O contador responderá pelos crimes de associação criminosa, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e crime contra a relação de consumo.

Nas redes sociais, o investigado ostentava viagens internacionais entre elas para a Colômbia, Grécia, Dubai, França e Argentina e exibia prints de contas bancárias com transferências de alto valor via Pix. Em uma das últimas postagens, chegou a anunciar a mudança para um novo escritório, que acabou sendo alvo de mandado de busca e apreensão.

Durante a operação, os agentes apreenderam veículos de luxo, incluindo um Porsche Cayenne branco, uma Mercedes GLA 200 prata e um Ford Fusion preto, além de uma arma de fogo e diversos documentos que comprovam a abertura de empresas de fachada.

“A investigação revelou uma evolução patrimonial incompatível com a renda declarada. Um dos veículos apreendidos é avaliado em quase R$ 1,5 milhão”, ressaltou o delegado.

As vítimas foram identificadas de forma espontânea, por meio de denúncias à Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI). Segundo a Polícia, a apuração continua para mapear o alcance nacional do golpe e identificar possíveis comparsas.