O presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Diogo Damiani, divulgou nesta quinta-feira (12) um panorama da safra 2025/2026 no município, apontando preocupação entre os produtores diante das condições climáticas irregulares, atraso na colheita e redução no preço da soja.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Segundo ele, o plantio começou mais cedo neste ciclo, impulsionado pelas chuvas registradas ainda em setembro. Até o dia 30 daquele mês, cerca de 50% da área já estava semeada. Porém, a situação mudou em outubro, quando o volume de precipitações caiu drasticamente e passou a ocorrer de forma irregular, cenário que se estendeu até novembro.
A estiagem afetou o desenvolvimento inicial das lavouras e provocou replantios em diversas áreas, além de impactar diretamente a produtividade. As primeiras áreas plantadas, especialmente as de setembro, já apresentam rendimento abaixo do esperado. A colheita começou entre os dias 20 e 25 de dezembro, mas com médias reduzidas devido à perda de estande.
Posteriormente, as chuvas voltaram a ocorrer no fim de novembro e dezembro, beneficiando as áreas plantadas mais tarde. No entanto, agora o excesso de precipitação também passou a preocupar. Nos últimos dias, o município enfrenta chuvas praticamente diárias, o que tem atrasado a colheita e provocado grãos avariados e anomalias na soja.
Atualmente, cerca de 35% da produção ainda permanece nas lavouras, enquanto os produtores também correm contra o tempo para realizar o plantio da segunda safra, principalmente do milho, cuja janela ideal deve se encerrar por volta de 15 de fevereiro.
Damiani também destacou fatores econômicos e fitossanitários. O preço da soja sofreu queda entre 12% e 15% em plena colheita, ao mesmo tempo em que houve forte ataque de mosca-branca durante janeiro, elevando os custos de produção.
O dirigente alertou ainda que as projeções de supersafra não refletem a realidade local. Sorriso é considerado o maior produtor de grãos do país e, segundo ele, os resultados podem ficar abaixo do esperado em função dos problemas climáticos.
A expectativa dos produtores agora é por uma melhora no clima, com alternância entre sol e chuva, para permitir a retirada da soja das lavouras e o avanço da segunda safra, considerada fundamental para a economia regional.
