Autor dos tiros se apresentou espontaneamente, prestou depoimento e foi liberado após análise inicial da investigação.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga a morte do ex-policial militar Ednilton Rafael Santos Costa, de 36 anos, ocorrida na manhã desta terça-feira em uma empresa localizada no bairro Jardim Terra Rica, em Sinop. O principal envolvido no caso, um policial militar da ativa, apresentou-se espontaneamente à Polícia Civil, confessou ter efetuado os disparos e prestou depoimento acompanhado de advogado.
Segundo a Polícia Militar, o empresário proprietário da empresa relatou que vinha sofrendo ameaças e, por isso, pediu que o policial permanecesse no local. A versão apresentada pelo militar e pelo empresário é de que Ednilton chegou ao estabelecimento armado, circunstância que teria motivado os disparos. Após ser ouvido, o policial foi liberado porque, conforme o delegado responsável pelo caso, não havia elementos suficientes para a lavratura de prisão em flagrante naquele momento.
Durante a perícia, técnicos da Politec encontraram cápsulas de fuzil no interior do escritório da empresa e constataram que os tiros partiram de dentro do imóvel em direção à entrada, onde a vítima caiu. Ao lado do corpo foi apreendida uma pistola calibre .380, que passará por exames balísticos para verificar se foi utilizada durante a ocorrência.
A investigação também apura as circunstâncias que antecederam o crime. Computadores, um notebook, o telefone celular da vítima e a caminhonete utilizada por ela foram apreendidos para análise pericial. Além disso, imagens de câmeras de segurança de empresas vizinhas serão utilizadas para auxiliar na reconstituição dos fatos, já que o sistema interno de monitoramento do estabelecimento não estava disponível.
A Polícia Civil busca esclarecer qual era o objetivo da vítima ao ir até a empresa e se realmente havia uma ameaça iminente ao empresário, como sustentam os depoimentos já colhidos. Novas testemunhas ainda serão ouvidas e os laudos periciais deverão orientar os próximos passos da investigação, que segue sob responsabilidade da DHPP.

