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Secretário de Saúde de Sorriso esclarece caso de meningite bacteriana em jovem de 11 anos

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O Secretário de Saúde de Sorriso, Vanio Jordani, detalhou as medidas e o diagnóstico do caso de meningite bacteriana que acometeu um jovem de 11 anos no município. Após exames específicos de bioquímica e bacterioscopia realizados na dosagem do líquor, foi identificada a bactéria pneumococo (um coco gram-positivo). Jordani tranquilizou a população ao informar que o paciente já recebe o tratamento adequado e segue sob monitoramento constante.

O secretário explicou que o jovem passou inicialmente pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) antes de dar entrada no Hospital Regional no dia 17, quando foi realizada a internação. “O quadro sindrômico de meningite não aflora com todos os sintomas já no início. Então ele passou pela UPA, foi atendido, mas não tinha todos os comemorativos ainda”, esclareceu. Segundo o gestor, sintomas como cefaleia, fotofobia, vômitos e rigidez de nuca tornam-se mais evidentes em estágios avançados, o que direcionou o diagnóstico clínico definitivo no ambiente hospitalar.

A investigação laboratorial foi crucial para descartar cepas mais transmissíveis e agressivas, como o meningococo do tipo B. “Foi feita a dosagem do líquor justamente para que, se fosse um germe infeccioso ao exemplo do meningo B, pudéssemos tomar os cuidados necessários e fazer o cerco de todos os contactantes. Graças a Deus não foi isso, foi pneumococo mesmo, e o tratamento é mais tranquilo”, pontuou Vanio Jordani.

Questionado sobre a necessidade de protocolos de isolamento ou suspensão de atividades na escola onde o jovem estuda, o secretário descartou qualquer risco de surto comunitário. Ele ressaltou que o pneumococo é um microorganismo comum no dia a dia — associado também a casos de pneumonia — e possui um potencial de contágio extremamente baixo em comparação com outras variantes da doença.

“O risco é muito menor, todos os contactantes têm o risco diminuído. O meningo B se transmite pelas fontes, pelas secreções respiratórias, pela saliva e pelo contato, mas não acontece isso com o pneumococo. Portanto, não há necessidade de fazer esse cerco, nem dos contactantes próximos, nem na escola, nem nos ambientes que a criança frequentou”, finalizou o secretário, reforçando que o paciente permanece internado sob cuidados médicos seguros.