Início Cidades Sorriso Levantamento identifica áreas de risco em Sorriso e alerta para ocupações inadequadas

Levantamento identifica áreas de risco em Sorriso e alerta para ocupações inadequadas

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foto Assessoria

Relatório do Serviço Geológico do Brasil aponta quatro pontos críticos no município; no Nortão, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum também integram a lista

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Um relatório detalhado divulgado recentemente pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) acendeu um sinal de alerta para o planejamento urbano em Mato Grosso. O estudo identificou 179 áreas de risco distribuídas em 29 cidades do estado, colocando Sorriso e seus vizinhos do “Eixo da BR-163”, como Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, sob monitoramento preventivo.

Em Sorriso, os técnicos do órgão federal mapearam quatro áreas de risco. O mesmo número foi registrado em Nova Mutum, enquanto Lucas do Rio Verde possui três localidades sinalizadas. Embora o levantamento não aponte os endereços exatos no documento público, ele é categórico ao afirmar que a principal causa desses perigos está diretamente ligada à ocupação inadequada do território, onde o crescimento urbano avança sobre áreas naturais de escoamento ou encostas.

No estado, a maior preocupação das autoridades geológicas está voltada para fenômenos hídricos: inundação (49 áreas), enchente (42) e alagamento (37) lideram as estatísticas. Em níveis menores, mas ainda preocupantes, aparecem riscos de deslizamentos, enxurradas e erosões. Ao todo, estima-se que mais de 13 mil pessoas vivam em situação de vulnerabilidade em Mato Grosso, com cerca de 3,2 mil imóveis comprometidos pela proximidade com locais perigosos.

O mapeamento integra o planejamento estratégico do governo federal para o período de 2024-2027. O objetivo é que esses dados sirvam de base para que as prefeituras e as Defesas Civis locais intensifiquem as ações de fiscalização e, principalmente, promovam a conscientização da população. O relatório reforça que medidas preventivas de infraestrutura e o controle rigoroso de novos loteamentos são fundamentais para evitar tragédias e reduzir a exposição dos moradores aos riscos geológicos e hidrológicos.

No ranking estadual de áreas críticas, Várzea Grande lidera com 32 pontos mapeados, seguida por Barra do Garças (20) e Rondonópolis (16). A inclusão de Sorriso no relatório ressalta a necessidade de um olhar atento das autoridades municipais para o ordenamento urbano, acompanhando o rápido crescimento populacional da capital do agronegócio.