Uma denúncia feita por uma enfermeira de 39 anos trouxe à tona um possível caso de assédio sexual dentro de uma unidade de saúde em Sorriso (MT) e levantou um debate sobre abuso de poder em ambientes de trabalho. Segundo relato da profissional, o próprio coordenador de enfermagem teria condicionado a permanência dela no emprego à aceitação de investidas pessoais.
De acordo com a vítima, as abordagens teriam ocorrido ao longo de meses, sempre de forma direta e sem registros, o que dificultava a comprovação. Ela afirma que vivia sob constante pressão e medo de ser demitida, cenário que, segundo ela, se confirmou após recusar as investidas.
Um dos episódios mais graves relatados envolve contato físico sem consentimento, seguido de ameaça de demissão. Mesmo diante da situação, a enfermeira diz que não cedeu e decidiu denunciar o caso após ser desligada da função sem explicações detalhadas.
O caso também levanta a suspeita de que outras profissionais possam ter enfrentado situações semelhantes, mas não denunciaram por receio de perder o emprego. A vítima afirmou estar emocionalmente abalada, mas decidiu tornar o caso público e buscar providências legais.
A denúncia foi encaminhada às autoridades competentes e deve ser investigada. A situação reforça a importância de canais seguros de denúncia e de medidas efetivas contra qualquer tipo de assédio no ambiente de trabalho, especialmente em setores essenciais como a saúde.
📄 NOTA À IMPRENSA
Em relação à denúncia feita pela enfermeira da Upinha do Santa Clara, a Secretaria de Saúde pontua que aguarda a investigação e levantamento dos fatos por parte da Justiça para providências necessárias.
A pasta se coloca à inteira disposição da Justiça. Após a conclusão do trabalho da Justiça serão tomadas as medidas cabíveis. A Secretaria de Saúde segue acompanhando o caso de perto e ofertando suporte à enfermeira.
Sorriso, 02 de abril de 2026.
