O corretor de imóveis Bruno Pianesso permanece preso por decisão da Justiça após se apresentar à Polícia Civil, acusado de atirar contra a ex-companheira, a fisioterapeuta Aline Petri, de 31 anos, em Sorriso. O crime ocorreu na última sexta-feira (27) e é investigado como tentativa de feminicídio.
De acordo com a defesa, o investigado não pode ser considerado foragido, pois a apresentação à delegacia já estava previamente alinhada com a autoridade policial. Segundo o advogado Carlos Alberto Kock, o acusado aguardou o momento mais adequado para se apresentar, o que ocorreu no domingo.
Ainda conforme os advogados, Bruno Pianesso não nega que efetuou os disparos, mas exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio. A arma utilizada no crime também foi entregue de forma espontânea à delegacia pelo advogado Rogério Ferreira, como parte da colaboração com as investigações.
A defesa sustenta que o acusado é réu primário, possui boa conduta e deve responder ao processo em liberdade. Também foi apontado que o relacionamento do casal era marcado por conflitos, o que, segundo os advogados, precisa ser considerado na análise do caso.
Apesar dos argumentos apresentados, o juiz Fábio Alves Cardoso decidiu manter a prisão do acusado. A vítima foi atingida no peito enquanto estava dentro de um veículo e conseguiu buscar socorro por conta própria em uma unidade de saúde. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
