Luiz Phillipi, conhecido como “Sicário”, era apontado como braço direito do banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao caso do Banco Master.
Morreu na noite desta quarta-feira (4) Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido “Sicário”, um dos investigados presos durante a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Ele estava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais, em Belo Horizonte, quando atentou contra a própria vida.
Segundo informações apuradas, Luiz Phillipi era considerado o braço direito do empresário Daniel Vorcaro, apontado como dono do Banco Master e também alvo de investigações relacionadas a supostas irregularidades financeiras. Dentro do esquema investigado, “Sicário” teria papel estratégico na articulação de operações ligadas ao grupo.
De acordo com a Polícia Federal, o investigado foi socorrido por agentes que estavam no local no momento da ocorrência. Ele passou por procedimentos de reanimação e foi encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital João XXIII, na região central da capital mineira. Posteriormente, foi confirmada morte encefálica.
A corporação informou que o caso foi comunicado ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal também declarou que irá disponibilizar registros em vídeo e demais documentos para esclarecer a dinâmica do ocorrido.
Um procedimento interno de apuração será instaurado para investigar as circunstâncias da morte.
A Operação Compliance Zero apura um suposto esquema envolvendo fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e corrupção, ligado ao colapso do Banco Master, instituição que ganhou notoriedade no mercado financeiro ao oferecer investimentos de alta rentabilidade e movimentar bilhões de reais em ativos.
O empresário Daniel Vorcaro, nascido em Belo Horizonte e formado em Economia pelo IBMEC, ganhou destaque ao assumir o antigo Banco Máxima em 2016 e transformá-lo no Banco Master. Nos últimos anos, porém, o banco passou a ser alvo de investigações após suspeitas de irregularidades financeiras, que culminaram na liquidação da instituição pelo Banco Central e em operações da Polícia Federal. A defesa do empresário nega as acusações.
