Crimes investigados ocorreram em Lucas do Rio Verde e Peixoto de Azevedo e envolvem duas vítimas
Seis policiais militares são investigados por denúncias de estupro ocorridas no mês de fevereiro em Mato Grosso, envolvendo duas vítimas em cidades diferentes do estado. Os casos aconteceram em Lucas do Rio Verde e Peixoto de Azevedo e estão sendo apurados pela Polícia Civil e pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar.
Em Lucas do Rio Verde, um cabo da Polícia Militar identificado pelas iniciais L.S.B., de 31 anos, é investigado após ser denunciado pela ex-namorada, de 30 anos, que relatou ter sido vítima de agressões, tortura e estupro coletivo. Segundo o relato, os abusos teriam ocorrido durante o feriado de Carnaval e se estendido por cerca de 36 horas. A vítima afirma que, além do policial, outros três militares e dois homens teriam participado das agressões. O caso tramita sob sigilo na Polícia Civil do município.
De acordo com a denúncia, o militar teve o porte de arma suspenso e foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta semana. Conforme a vítima, ela foi mantida sob ameaças, dopada e levada para diferentes locais durante o período em que sofreu os abusos. Ela também relatou que sofreu agressões físicas e ameaças de morte, mesmo após conseguir na Justiça uma Medida Protetiva de Urgência.
Já em Peixoto de Azevedo, outro caso envolve uma adolescente de 16 anos, que denunciou ter sido abusada por policiais militares que estavam em viatura e em serviço. A jovem relatou que foi abordada enquanto voltava da escola de motocicleta e que, após ser escoltada pelos policiais até um local isolado próximo à UPA, teria sido vítima de abuso sexual por um dos agentes, enquanto o outro acompanhava a ação. Após o crime, segundo a vítima, os policiais fizeram ameaças para que ela não denunciasse o ocorrido.
O comandante do 14º Comando Regional da Polícia Militar, tenente-coronel Paulo Secchi, informou que o policial investigado em Lucas do Rio Verde foi afastado das atividades operacionais e passou a atuar em funções administrativas enquanto as investigações seguem. A Polícia Militar afirmou, por meio de nota, que os fatos serão apurados com rigor pela Corregedoria, garantindo apoio às vítimas e responsabilização caso as denúncias sejam confirmadas.
