Ex-candidata à prefeitura afirma que não esteve em Brasília e que decisão se baseou em mensagens em grupo
A empresária Mirtes, conhecida como Mirtes da Transterra e candidata à Prefeitura de Sinop nas eleições de 2024, confirmou neste domingo que foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento nos atos antidemocráticos relacionados ao 8 de janeiro de 2023. A pena fixada foi de um ano de prisão, podendo ser substituída por 225 horas de prestação de serviços à comunidade.
Além da pena, a decisão também estabeleceu multa coletiva de R$ 5 milhões — valor que será dividido entre outros condenados — e a proibição do uso de redes sociais durante o cumprimento das medidas. A empresária informou que ainda pode recorrer da decisão.
Em declaração pública, Mirtes afirmou que não participou das invasões em Brasília. Segundo ela, a condenação estaria relacionada a mensagens enviadas em um grupo de WhatsApp, nas quais mencionava presença em manifestações realizadas em Sinop. A empresária disse que frequentava atos locais no período da tarde, próximos ao local onde fica sua empresa.
O STF já condenou diversos investigados por participação ou incentivo aos atos após o resultado das eleições presidenciais de 2022, com penas que variam de prestação de serviços a reclusão. Mirtes, filiada ao partido Novo, obteve cerca de 23 mil votos na última eleição municipal em Sinop e é apontada como pré-candidata a deputada federal.
