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Júri começa em Nova Mutum para julgar irmãos acusados de homicídio que chocou Mato Grosso

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Tem início nesta quarta-feira, no Fórum de Nova Mutum, o julgamento dos irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, acusados de envolvimento na morte de Raquel Cattani. O Tribunal do Júri será presidido pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, com início dos trabalhos previsto para as 8h.

Raquel Cattani, produtora rural em Nova Mutum e filha do deputado estadual Gilberto Cattani, foi morta em 18 de julho de 2024, em sua residência no Pontal do Marape. Segundo a denúncia do Ministério Público, Rodrigo, ex-cunhado da vítima, teria sido o executor do crime, enquanto Romero, ex-marido, é apontado como o mandante — circunstâncias que deram ao caso ampla repercussão em todo o Estado.

Por determinação judicial e em respeito ao segredo de justiça, apenas a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso está autorizada a realizar registros de áudio e vídeo no plenário. O objetivo é assegurar a transparência do julgamento sem violar a dignidade da vítima e de seus familiares. O material oficial será posteriormente disponibilizado aos veículos de comunicação.

A apuração do crime mobilizou uma grande força-tarefa da Polícia Civil de Mato Grosso, envolvendo delegacias Regional, Municipal e a Especializada de Roubos e Furtos de Nova Mutum. Em apenas seis dias de diligências, cerca de 150 pessoas foram ouvidas, entre familiares, amigos, vizinhos, trabalhadores rurais, moradores do assentamento e pessoas que tiveram contato com o apontado como mandante.

A investigação, conduzida à época pelos delegados Edmundo Félix e Guilherme Pompeo, analisou imagens de câmeras de segurança em Nova Mutum e em cidades da região, como São José do Rio Claro e Tapurah.

Segundo a Polícia Civil, durante as apurações foram identificadas tentativas de criação de álibis para afastar suspeitas, incluindo compromissos sociais e deslocamentos registrados no dia do crime. No entanto, a análise técnica e o cruzamento de informações reuniram evidências que, conforme a acusação, apontam para a atuação conjunta dos irmãos.

Para os investigadores, o crime teria sido planejado para simular uma motivação patrimonial, versão que acabou descartada ao longo das diligências. O julgamento desta quarta-feira é considerado decisivo para esclarecer responsabilidades e dar uma resposta judicial a um dos casos criminais de maior repercussão recente em Mato Grosso.