Um homem identificado como Sidney Antônio, de 46 anos, morreu na noite desta segunda-feira (5) no Hospital Regional de Sorriso, após ser baleado dentro da própria oficina, localizada na Rua Mafra, no bairro Jardim Primavera. O crime ocorreu durante a tarde e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Polícia Civil.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima foi encontrada consciente, porém em estado grave, com duas perfurações causadas por arma de fogo, sendo uma com entrada pelas costas e saída pelo abdômen. Sidney apresentava dificuldade respiratória, sudorese intensa e sinais compatíveis com pneumotórax, sendo encaminhado com urgência ao hospital, onde não resistiu aos ferimentos horas depois.
Testemunhas relataram que suspeitos chegaram ao local em uma motocicleta, anunciaram um assalto e, durante a ação, efetuaram os disparos. Há indícios de que a vítima tenha reagido, o que teria provocado luta corporal antes da fuga dos autores. A dinâmica exata ainda é apurada pelas autoridades.
A Polícia Militar informou que ao menos três pessoas teriam participado da ação criminosa. Durante as diligências, uma arma de fogo e munições foram apreendidas e uma motoneta, supostamente utilizada pelos suspeitos, foi localizada. Ainda no decorrer da ocorrência, um homem baleado deu entrada na UPA de Sorriso, levado por terceiros, sendo identificado como um dos envolvidos no crime e permanecendo sob custódia policial.
Paralelamente à investigação do homicídio, a Polícia Civil apura se Sidney Antônio era o condutor de um veículo envolvido em um atropelamento ocorrido no dia 1º de novembro do ano passado, no bairro São José, que resultou na morte do adolescente Guilherme da Silva Diniz, de 14 anos. Na ocasião, houve colisão entre um carro de passeio e uma motocicleta conduzida pelo menor, que sofreu fraturas graves e morreu após ser socorrido.
No interior do veículo envolvido naquele acidente foi encontrada uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em nome de Sidney, fato que passou a integrar o inquérito policial. As autoridades destacam que os casos são investigados separadamente, sem conclusões antecipadas, e que todas as informações serão analisadas para esclarecer tanto o homicídio quanto o possível envolvimento da vítima no atropelamento.
