O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu submeter a uma perícia oficial da Polícia Federal o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a realização de procedimentos cirúrgicos fora da unidade prisional onde ele se encontra detido. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que fixou prazo de 15 dias para a conclusão da avaliação médica.
A defesa solicitou autorização para que Bolsonaro seja encaminhado ao Hospital DF Star, em Brasília, alegando a necessidade de intervenção cirúrgica e permanência hospitalar pelo período indicado pelos médicos. No entanto, ao analisar o pedido, o ministro destacou que os laudos apresentados não comprovam urgência, uma vez que os exames anexados não são recentes e não indicavam, à época, necessidade imediata de cirurgia.
Bolsonaro está preso desde 25 de novembro, na Superintendência da Polícia Federal, após descumprir medidas impostas durante a prisão domiciliar. Com o trânsito em julgado da condenação por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente passou a cumprir pena em regime fechado.
A última intervenção cirúrgica realizada por Bolsonaro ocorreu em setembro, relacionada à retirada de lesões na pele. Ele também foi submetido, em abril, a uma cirurgia intestinal. Ambos os procedimentos foram conduzidos pelo médico Claudio Birolini, responsável por acompanhar o histórico clínico do ex-presidente.
Com a decisão, caberá agora à perícia da Polícia Federal avaliar se há necessidade médica que justifique a realização da cirurgia fora do ambiente prisional, cabendo ao STF a palavra final sobre eventual autorização.
