O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), declarou que considera acertada a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi dada durante a inauguração do escritório da Apex Brasil em Mato Grosso, após vir à tona o relatório da Polícia Federal apontando que Bolsonaro tentou derreter parte da tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.
Fávaro afirmou que o ex-presidente descumpriu regras claras e que a medida judicial é inevitável diante da gravidade do ato. “Ele descumpriu as regras do uso da tornozeleira. É inquestionável isso”, disse. Bolsonaro confessou o uso do equipamento de solda, alegando inicialmente curiosidade. Para Fávaro, a justificativa não se sustenta: “Se ele não sabe usar a tornozeleira, ele tem que ficar preso.”
Durante audiência de custódia, Bolsonaro declarou que a ação teria sido provocada por um surto decorrente da combinação de medicamentos e negou intenção de fuga versão contestada por relatórios da inteligência da Polícia Federal.
Nesta segunda-feira (27), a Primeira Turma do STF iniciou o julgamento sobre a manutenção da prisão preventiva. Já há maioria formada a favor da continuidade da detenção, com votos de Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.
Apesar do impacto político e jurídico, interlocutores afirmam que Bolsonaro permanece calmo e conversa normalmente com aliados. Ele aguarda o julgamento dos embargos de declaração no processo relativo à tentativa de golpe, no qual já foi condenado a 27 anos de prisão em regime fechado.

