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Bebidas adulteradas colocam Itanhangá em alerta: 30 garrafas de whisky são apreendidas após dois casos de intoxicação

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Uma mulher de 47 anos está entubada e luta pela vida após ingerir bebida contaminada. Polícia Civil e Vigilância Sanitária ampliam investigação sobre a origem dos produtos.

Itanhangá (MT) — O consumo de bebidas alcoólicas supostamente adulteradas provocou uma grave intoxicação em duas pessoas e levou as autoridades de Itanhangá a deflagrar uma operação de urgência para retirar produtos suspeitos de circulação. A ação conjunta da Polícia Civil, Polícia Militar e Vigilância Sanitária resultou na apreensão de 30 garrafas de whisky suspeitas de conter metanol, substância tóxica usada ilegalmente na adulteração de bebidas.

As investigações começaram após uma mulher de 47 anos e o genro dela, de 26, darem entrada no Centro Integrado de Saúde de Itanhangá com sintomas de envenenamento. Eles apresentavam náuseas, vômitos intensos e fortes dores no peito. O quadro da mulher se agravou rapidamente, evoluindo para perda temporária da visão e dificuldade respiratória, exigindo intubação e transferência imediata para o Hospital Regional de Sorriso.

Segundo a Polícia Civil, o casal havia consumido whisky comprado em um supermercado local. A partir dessa informação, agentes e fiscais recolheram o lote suspeito e ampliaram a vistoria para outros 12 comércios da cidade. As garrafas apreendidas pertencem a seis lotes diferentes de uma marca que já é investigada em outros municípios mato-grossenses por possível contaminação.

O delegado Franklin Alves, responsável pelo caso, destacou que o foco da investigação agora é identificar a rota de distribuição.

“Estamos rastreando a origem dessas bebidas e os responsáveis pela comercialização. O metanol é altamente tóxico e pode causar cegueira ou morte mesmo em pequenas quantidades”, alertou o delegado.

As amostras foram encaminhadas à Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica), que fará exames laboratoriais para confirmar a presença da substância. Enquanto isso, a Secretaria de Estado de Saúde reforçou o alerta à população: é essencial verificar rótulo, lacre, número de lote e procedência antes de consumir qualquer bebida alcoólica.

Autoridades recomendam que consumidores que tenham comprado whisky recentemente em Itanhangá e cidades vizinhas interrompam o consumo imediato e entreguem as garrafas às autoridades para análise.